Câmara homenageia participantes dos mutirões cirúrgicos do HRT

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal prestou uma homenagem, em sessão solene, aos profissionais que participaram dos mutirões de cirurgias no Hospital Regional de Taguatinga. O evento foi uma iniciativa do deputado Jorge Vianna (Podemos) e ocorreu na manhã desta nesta segunda-feira (02) no plenário.

Os mutirões são ações de combate ao câncer referente às campanhas do outubro rosa e novembro azul. Os procedimentos visam a prevenção e o tratamento de câncer de mama e de próstata, mas também a correção de sequelas causadas por procedimentos anteriores, principalmente em mulheres, como reconstrução de mamas por silicone e tatuagens após mastectomia.

Ao longo da solenidade, Vianna, que participou do mutirão como técnico de enfermagem, ressaltou a dedicação dos participantes do evento em todas as áreas hospitalares, sobretudo os voluntários. Ele também defendeu os servidores de críticas, que sofrem não só de pacientes e da população em geral como também da gestão hospitalar. Vianna salientou que não devem ser culpados por problemas do sistema público de saúde, sobre os quais eles não têm controle, como falta de estrutura.

O deputado apontou que, apesar da falta de estrutura, o funcionamento das ações não foi afetado, graças à dedicação da equipe. E para lembrar o trabalho feito por esses profissionais, leu os nomes dos que atuaram com ele no dia em que esteve presente no HRT.

Voluntários – Izabelle Montanha Barbosa, cirurgiã responsável pelas operações de reconstrução de mamas do mutirão, explicou que o hospital inteiro se envolve durante as campanhas e a participação de voluntários é essencial para seu funcionamento. A médica destacou que a demanda de operações é alta demais para uma estrutura defasada e uma equipe pequena demais para atendê-la.

Em relação à prevenção dessas doenças, o diretor do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF, Nilton Batista, lembrou a diferença entre mulheres e homens em relação a acompanhamento médico. Enquanto mulheres são acompanhadas na infância por pediatras e a partir da adolescência por ginecologistas, homens, geralmente, não são acompanhados por especialistas após a infância e só procuram médicos quando sentem sintomas, quando as doenças podem estar em estágios avançados.

Ao todo, foram realizadas, no último mutirão, 64 cirurgias e 12 retiradas de tatuagens em uma semana.

Fonte: CLDF

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