“Carreta da Mulher” reduz filas em hospitais públicos

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carreta da mulher

Já foram realizados mais de 100 mil atendimentos pelas quatro unidades móveis de saúde da mulher

 

– Redução das longas filas para realização de exames de mamografia, ecografia, transvaginal e preventivo do câncer de colo de útero (Papanicolau). Essas foram as principais conquistas obtidas pela população feminina do Distrito Federal ao longo de 2013.

 

Para alcançar esse objetivo, já foram realizados mais de 100 mil exames pelas quatro unidades que integram o projeto Unidade Móvel de Saúde da Mulher (“Carreta da Mulher“), desenvolvido em pareceria pelas Secretarias de Saúde e da Mulher desde 2012.

 

“O Governo do Distrito Federal inverteu a lógica do atendimento às mulheres”, explica a secretária da Mulher, Olgamir Amancia. “Agora nós é que vamos até as localidades para que as mulheres realizem os exames. Elas não vão esperar ficarem doentes para pegar as filas dos hospitais. Na “Carreta da Mulher” elas têm exames específicos que são feitos com muito mais agilidade do que em um hospital comum”, afirmou.

 

De acordo com o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, as Unidades Móveis de Saúde da Mulher mudaram o cenário para realização de exames no DF. “Um projeto como esse traz muitos benefícios à população. Um deles é que não há mais longas filas para fazer mamografias. A Carreta se consolidou como um instrumento que integra um conjunto de ações de assistência à saúde e beneficia as comunidades mais carentes”, destacou.

 

Ainda na área da Saúde da Mulher, outra iniciativa – inédita no país – foi a vacinação de aproximadamente 108 mil estudantes contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do Papiloma Vírus (HPV), responsável pelo câncer do colo de útero. Somente em 2012, a doença matou 90 mulheres na capital federal.

 

COMBATE À VIOLÊNCIA – O apoio de unidades móveis também é fator preponderante para o desenvolvimento de ações destinadas a mulheres em situação de violência. Dessa forma, o GDF lançou, também, em parceria com o governo federal, duas Unidades Móveis para Mulheres em Situação de Violência.

 

Estacionadas em áreas rurais, essas unidades móveis contam com profissionais especializados para oferecerem assistência jurídica, psicológica e orientação, ampliando a divulgação dos instrumentos jurídicos de proteção à mulher e possibilitando-lhes denunciar violações aos seus direitos.

 

AUTONOMIA – Já as mulheres empreendedoras passaram a contar com o “Prospera Mulher”, que oferece crédito e capacitação técnica e financeira, com acesso à Previdência Social.

 

Para as agricultoras familiares, foi lançado o “Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar” (Pronaf Mulher) e liberada uma linha de crédito do BRB, exclusiva para financiamento de projetos com o apoio da Emater.

 

Outro avanço importante para ampliar a independência financeira feminina foi a formação, pelo programa “Mulheres na Construção”, de 179 profissionais para atuarem como pintoras e azulejistas. A iniciativa, que visa a capacitar as mulheres em atividades relacionadas à construção civil, é uma parceria entre a Superintendência para o Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Secretaria da Mulher e outras entidades.

 

CIDADANIA – Desde agosto, as escolas passaram a contar com um documento que detalha como os direitos da mulher podem ser tratados dentro das salas de aula da capital federal.

 

A Secretaria da Mulher também esteve envolvida na decisão que permite que travestis e transexuais usem o nome social em acolhimentos realizados nas unidades de atendimento da pasta, conforme a Portaria nº 02/2013.

 

Com a medida, ao se apresentar para um atendimento, a interessada indicará, no preenchimento de cadastro, formulário, prontuário ou documento, o nome pelo qual quer ser reconhecida.

 

ATENDIMENTO ESPECIALIZADO – As mulheres podem contar com assistência em diversos espaços do GDF. Um deles é a “Casa Abrigo“, que acolhe atualmente 99 mulheres e 133 crianças e adolescentes ameaçados por agressores.

 

No local, com endereço sigiloso, foram feitos 6.340 atendimentos de ordem jurídica, psicológica e de assistência social ao longo dos últimos 12 meses. O número representa aumento de 18% em relação à 2012.

 

Outros pontos de apoio são os dois Centros de Referência de Atendimento às Mulheres (Crams): um na estação do Metrô da 102 Sul e outro no SIA. Eles oferecem orientações gerais sobre os direitos femininos e sobre a rede de atendimento à disposição da mulher.

 

Para 2014, está prevista a construção de quatro novos Crams: o de Planaltina e o de Ceilândia devem ser entregues até janeiro de 2014; e em Samambaia e Gama, o Executivo já começou as negociações para a cessão dos prédios.

 

A população feminina também pode receber assistência nos Núcleos de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (NAFAVDs). Esses espaços atendem aos artigos 35 e 45 da Lei Maria da Penha, que definem a possibilidade de criação e encaminhamento judicial com “comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação”.

 

Para fortalecer o trabalho dos NAFAVDs houve processo seletivo simplificado para contratar 27 novos profissionais. Além disso, os demais órgãos da Secretaria da Mulher receberam 30 novos trabalhadores.

 

PRINCIPAIS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES EM 2013

Entrega de três “Carretas da Mulher”
Vacinação de cerca de 108 mil estudantes contra HPV
Entrega de duas Unidades Móveis para Mulheres em Situação de Violência
Lançamento do “Prospera Mulher”
Lançamento do “Pronaf Mulher”
Formação de 179 profissionais pelo programa “Mulheres na Construção”
Iniciado o projeto Selo Rede Mulher
Distribuição do “Jogo da Mulher”
Direcionamento da discussão dos direitos femininos em escolas
Travestis e transexuais ganham direito de usar nome social na Secretaria da Mulher
Ampliação em 18% do atendimento na Casa Abrigo
Contração de 30 servidores para atuarem na Secretaria da Mulher
Contratação de 27 profissionais para os NAFAVDs
Início das obras dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher

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