Em 2015, 85 motociclistas morreram e 4,1 mil ficaram feridos em acidentes

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Excesso de velocidade, embriaguez e desrespeito à distância adequada do veículo da frente estão entre as causas da tragédia

Adriana Bernardes

Carlos Vieira/CB/D.A Press

A cada motociclista morto em acidente de trânsito no Distrito Federal, 49 ficam feridos. Ano passado, 85 perderam a vida e 4.194 sobreviveram às colisões ou quedas. Apesar de alarmantes, os números estão em queda. A redução das fatalidades chega 11,5%. A quantidade de feridos está 10,46% menor, quando comparada com as ocorrências de 2014. No entanto, as causas das tragédias que levam famílias e amigos a viverem um luto abrupto e precoce continuam as mesmas: o excesso de velocidade, a embriaguez na condução das motos e o desrespeito à distância adequada do veículo da frente.

Após um acidente no fim do ano passado, o carteiro Ronan Ramos dos Santos, 22 anos, e a família passaram a entender o significado de renascer. “Hoje, brincamos que tenho duas datas de aniversário: 23 de abril e 7 de novembro, quando sobrevivi”. Naquele dia, Ronan voltava de Alexânia (GO), pela BR-060, pilotando uma moto modelo CB-1000.

Um pouco antes de ser fechado por um caminhão em uma curva, Ronan conta que chegou a 200km/h. Para sua sorte, no momento do acidente, ele havia reduzido para cerca de 80 km/h. Quando o caminhão se aproximou, um amigo que pilotava ao seu lado teve tempo de jogar a moto para o acostamento. Ronan, não. “Fiquei com muito pouca área de escape e bati no guard rail. Perdi tecido na perna esquerda e tive uma luxação no ombro. O osso ficou mais alto. Além disso, fiquei todo ralado na barriga e nas costas”.

Ronan admite que estava acima da velocidade da via. Após o acidente, ele chegou à conclusão de que a adrenalina de fazer a viagem Brasília-Goiânia no menor tempo possível não vale a pena. Também passou a evitar as rodovias quando está de moto e nunca mais trafegou em alta velocidade. “É um hobby muito perigoso. É preciso ter prudência e responsabilidade porque um erro é fatal. Se na hora da fechada eu estivesse a 180 km/h, não estaria vivo. Não vale a pena arriscar tanto pela adrenalina”.

Motociclistas com quem a reportagem conversou reclamam que há muito preconceito e intolerância com relação a quem trafega sobre duas rodas. Relatam casos em que o condutor do carro ou ônibus desvia o veículo de propósito para assustar. Também reconhecem que muitos colegas abusam, pilotando de forma agressiva e imprudente.

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Fonte: Correio Braziliense

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