Hospitais tem paralisação de funcionários da limpeza

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Ipanema:empresa

 

 

 

 

 

Eles chegaram a ir aos postos de serviço, mas devido a falta de pagamento não trabalharam

Camila Curado
camila.curado@jornaldebrasilia.com.br
As equipes de limpeza de sete hospitais do Distrito Federal paralisaram hoje suas atividades por estarem, desde o dia 15 deste mês, sem o pagametno do auxílio alimentação. A paralisação envolve cerca de 200 funcionários da empresa Ipanema Serviços Gerais, que atende os hospitais regionais de Taguatinga, Ceilandia, Asa Sul, Brazlândia, Guará e Samambaia. A falta de pagamento ocorreu devido a uma falha da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) por não ter repassado a verba para a instituição.

O diretor da Ipanema Serviços, Luiz Antônio Ferreira, relata que a SES não efetua os pagamentos desde junho. “Todas as empresas estão com essa dificuldade. Elas que estão arcando com a folha de pagamento”, afirma. Desde o meio do ano, a empresa tem arcado com todas as despesas de salário, vale alimentação, impostos e materiais de limpeza para os hospitais, como papel higiênico, toalha e álcool em gel. “Só agora que chegou um ponto que o patrão não tem mais [como arcar]”. Desde 2009, a Ipanema presta serviço para a Secretaria e, embora a falta de pagamento não seja frequente, já ocorreu algumas vezes. Ferreira declara que geralmente isso ocorre em finais de governos.

Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindiserviços), Maria Isabel Caetano dos Reis, esse tipo de paralisação não é comum e, pela primeira vez, ocorre com a Ipanema Serviços. “A gente está dando apoio aos trabalhadores na expectativa de que a empresa faça o pagamento”, afirma.

Contudo, a Secretaria ainda não tem previsão de quando a situação irá normalizar. O órgão assume o atraso nos pagamentos e afirma estar em negociação com a Secretaria da Fazenda para efetuar o pagamento o quanto antes. De acordo a SES-DF, algumas unidades estão funcionando com 30% do efetivo, sendo que em alguns locais o efetivo é de 50%. Esses trabalhadores atuam em áreas prioritárias como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), centros cirúrgicos e emergências.

Fonte: Jornal de Brasília

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