MARCOLA É INVESTIGADO PELO MPDFT POR INVASÃO DE ÁREA PÚBLICA

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O empresário Marcos Pereira Lombardi, o Marcola, é investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal como invasor de área da Terracap em Sobradinho. Além disso, conforme denúncia protocolada no MPDF com nº 4214/2010, pelo Sindicato dos Servidores do Distrito Federal (Sindser), a diretoria da Terracap é acusada de ser conivente e de promover licitação dirigida para beneficiar Marcola.

A área, equivalente a 15 lotes juntos e cercados com arames, cerca de 10 mil e 500 metros quadrados, localizados na Rua “G” da Quadra 05 do Setor Industrial, daquela cidade. Dentro da área existem barracos de madeira, um poste (padrão) com relógio de luz e hidrômetro.

Muito bem situado, o local fica aproximadamente a 60 metros de distância da movimentada rodovia BR-020 e nas imediações da principal entrada de Sobradinho.     Placas informam que todo o terreno cercado pertence à Sobradinho Empreendimentos Imobiliários, empresa que pertence ao Marcola, segundo a denúncia feita ao MPDF.

Entretanto, conforme edital da Terracap, sete lotes na área serão licitados no dia 26 de outubro, cada lote com 700 metros quadrados.

De acordo com um laudo de vistoria, confeccionado em 28 de abril de 2010 e assinado pelo servidor Fabio Santana Caldas, funcionário da Terracap, foi constatado na época que a área estava invadida “com barracos (…) pela Sobradinho Empreendimentos” e que trabalhadores erguiam tapumes no local. Na ocasião, os trabalhadores permaneceram dentro do cercado e se negaram a prestar informações ao fiscal da Terracap. Conforme o registro, eles alegaram que já teriam conversado com outros fiscais.

Mas, em nenhum momento a Terracap providenciou uma operação de retirada dos invasores e retomada da área.   

Além disso, chama atenção o fato da empresa Funerária Fênix Ltda, estabelecida na Asa Norte, ter desistido de adquirir um dos lotes que faz parte da área cercada em Sobradinho. Inclusive, a funerária recebeu de volta a quantia de R$ 10.100,00, equivalente a 5% do valor do lote, que teria pago como caução para compra através da futura licitação. O lote (fração da área invadida) foi avaliado pela Terracap em R$280.780,00.

Entretanto, o regulamento da licitação proíbe a devolução de valores pagos em cauções. Sobre isso, o regulamento ressalta a “desclassificação e perda de 100% do valor caucionado (…) seja desistindo do negócio ou inobservando prazos e obrigações”.

Porém, um documento assinado no dia 31 de agosto de 2009 (processo nº 111.001.710/2009) pelo então diretor de Desenvolvimento e Comercialização da Terracap, Dalmo Alexandre Costa, autorizou a devolução do dinheiro à funerária.

Depois disso, Costa ganhou uma promoção na Terracap e atualmente ocupa a presidência do órgão, considerado reduto político do senador Gim Argello (PDT).

O senador é amigo pessoal de Marcola. No meio político, Argello é apontado como o articulador da indicação de Costa à presidência do órgão.

Política – Politicamente, Argello é aliado da petista Dilma Rousseff e até trabalha na campanha eleitoral da candidata do PT ao Palácio do Planalto. Mas, curiosamente, a denúncia que tramita no MPDF contra a empresa Sobradinho Empreendimentos, Marcola e a Terracap foi deflagrada pelo Sindser, sindicato dominado por petistas. Inclusive, o secretário geral do Sindser é Cícero Rôla, também membro da diretoria do PT-DF, onde atualmente ocupa a função de secretário de Relação do Trabalho. Rôla é servidor de carreira da Terracap.          

 

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