O PRIMO DO GATO DE BOTAS

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André de Moura escreveu este artigo em seu site (andredemourasoares.com.br). É muito interessante e descreve com genialidade, a situação política no DF. Confira: O “Gato de Botas” é um dos contos de fada mais conhecidos do mundo e apesar de escrito no Século XIX ainda guarda uma atualidade encantadora. Pode ser analisado sob a ótica do moleiro que deixa sua herança (moinho, burro e um gato) para os três filhos, sob o prisma do filho mais jovem que recebe o gato, sob a perspectiva do rei que se entusiasma com o Marqués de Cabarás tomado por uma perspectiva saudosista do rei em relação a própria mocidade e, obviamente, por todas as nuances psicológicas do gato ( herói e trapaceiro, altruísta e egoísta etc). As crianças, e também os adultos, são levados a refletir acerca das escolhas e atitudes do gato e demais personagens sob uma perspectiva ética. O ‘Gato de botas”, narrado no conto de Charles Perrault é simplesmente fantástico. Relembre o conto lendo um pequeno resumo do Gato de Botas. No Brasil também temos um personagem que suscita reflexões éticas, cuida-se do Gatuno de meias. Não se vê na conduta do personagem tupiniquim nenhum traço do heroismo ou de fidelidade que podem ser vislumbrados em seu distante parente, o Gato de botas. Se vê de forma marcante apenas a vilania, o egoísmo, a corrupção moral e a delinquência, mas, dos apanágios personalísiticos de nosso imprudente Gatuno de meias também deve nos conduzir à reflexões éticas. Relembre um fato marcante do Gatuno de meias. Em contos como “A Bela e a Fera” e “Branca de neve e os sete anões” vê-se o triunfo do bem e o castigo do mau. Cada personagem assume o seu papel de forma nítida. O personagem Gato de botas não pode ser taxado de bom ou mau ao final, explicação para a ruptura com o tradicional desfecho dos clássicos contos de fada. O personagem central não é punido, mas ainda continua caçando ratos e sobre ele não se pode afirmar o “viveram felizes para sempre”. No brasilianíssimo conto que se escreve no Distrito Federal desde a transição 2009/2010, os contornos psicológicos do Gatuno de meias já estão definidos. Ele é mau, vil, egoísta e torpe, assim como os seus companheiros, mas ainda não se pode prever o desfecho da história. Será o Gatuno de meias punido ou viverá feliz para sempre? Qual a lição extrairemos do moderno e vergonhoso conto brasiliense?

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