O primeiro ministro do país, Stefan Lofven afirmava que os suecos estavam se protegendo, “mas de uma maneira diferente”, limitando-se o governo a pedir aos suecos que lavassem as mãos com frequência e não visitassem idosos, endossando as ideias do epidemiologista Anders Tegnell.
Agora, pressionado pela comunidade científica e pelos fatos – mais de 7.000 infectados e mais de 400 mortos até sábado, uma taxa de letalidade maior que a de outros países europeus e que a do Brasil, Lofven parece ter mudado de ideia, tendo pedido ao Parlamento poderes para tomar medidas extraordinárias, como o fechamento de aeroportos, comércio e parte dos transportes públicos.
Alguns políticos têm se oposto a essas medidas, mas parece que o clima no país mudou: com mais de 20% de seus 10 milhões de habitantes com mais de 65 anos (9% no Brasil), a população sueca, em tese, é extremamente vulnerável.
Como vemos, posturas esdrúxulas não são privilégio de países como o nosso.
Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.