QUIETUDE E PRUDÊNCIA

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Quando postei uma matéria sobre o tabuleiro político de Durval Barbosa, imaginei que a repercussão seria grande, mas foi enorme. Políticos que conseguiram traduzir o texto, ficaram preocupados. O que disse,  é que diante de tantas visitas que o ex-secretário de Relações Institucionais do DF recebeu em seu gabinete, de vários políticos e empresários, seria até ‘normal’ que agissem assim mesmo,  com   constrangimento e medo  entre eles, após a deflagração da Operação Caixa de Pandora, realizada em 27 de novembro de 2009. A situação é complicada para alguns, principalmente politicamente falando. Alguns políticos recolheram os flaps e buscam na quietude e na prudência em palavras e ações, não provocar a ira de quem muito sabe sobre muitos. Durval, à exemplo de Roberto Jeferson, prestou um grande serviço ao país, mostrando ações escondidas  de quem apregoava legalidade e moralidade. E o jornalista Edson Sombra soube, com maestria, conduzir até seu desfecho extraordinário, a tentativa de suborno capitaneada por emissários governistas no intuito de mudar o que já havia sido dito à Polícia Federal. Sua coragem produziu efeitos catastróficos em defesas até então mirabolantes. O bilhete que conseguiu, era a gota que faltava no mar de lama que envolve a capital federal, demonstrando a intenção de Águas Claras, de atrapalhar as investigações. A OAB sabe disso e fez pedido de afastamento ou prisão. O STJ já estuda, para as próximas horas, a real possibilidade de  acatar o pedido do afastamento ou prisão do governador José Roberto Arruda.

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