SEABRA DIVULGA CARTA E DESMENTE MATÉRIA PUBLICADA EM O GLOBO

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O empresário José Seabra divulgou em seu blog na tarde desta quinta (24),  carta em que  desmente  matéria veiculada pelo jornal O Globo. Confira:

“Embora eu seja de origem libanesa, conversei com Você ao longo dos últimos quatro dias, em português. Conversas em tons informais, sempre claras e objetivas.  Você me procurou na segunda-feira 21, à noite.

Você queria repercutir um texto do meu blog, editado naquele dia. Eu dizia em meu artigo de Caixa 2 na campanha do então candidato Agnelo Queiroz ao Palácio do Buriti, em 2010.

Errei duas vezes. Primeiro, ao escrever. Segundo, ao confiar em um colega de profissão e revelar segredos que, eu disse, poderia estar infringindo o Código de Ética dos Jornalistas.

Errei mais vezes. Na terça e na quarta-feiras seguintes, ao aceitar, agora já na presença de um meu advogado, voltar àquele tema com Você.

Errei ao escrever, por entender que não cabe a um jornalista se utilizar de informações privilegiadas em benefício próprio. Errei, mas tenho cá comigo que foi inconscientemente.

Mas Você, Jailton, errou de má fé.

Para mim, foi muito desagradável ler sua matéria na edição de hoje de O Globo. Há passagens no texto que eu não disse. E, pior, Você teve a ousadia de editar uma imagem minha, quando recusamos, eu e meu advogado, a ser fotografados. Uma foto estampada em O Globo. Nós, jornalistas, escrevemos notícias. Não somos notícia. Eu não sou notícia. Então, por que Você, traiçoeiramente, mandou que eu fosse fotografado? E por que, com uma mediocridade que eu jamais supus existir, telefonou-me hoje cedo, desculpando-se, dizendo desconhecer minha imagem ilustrando sua matéria?

Ainda não consultei o Código de Ética dos Jornalistas, para saber até onde eu errei. Mas digo, sem medo de errar, que Você, sim, feriu nosso código de conduta.

Em nossa primeira conversa, na noite do dia 21, sugeri a Você usar o texto do blogueiro a título de fonte. Mas Você queria mais.

Tornamos a nos encontrar na terça e na quarta. Precavido, levei meu advogado. Porque outros coleguinhas haviam me alertado que Você não é pessoa que inspire muita confiança.

Você queria algo consistente. Mas eu nada podia provar.

Eu disse a Você que um amigo me procurou horas antes, e que buscava, junto a conhecidos comuns, suas economias para viabilizar o Jornal da Quadra, pois confiava em meu projeto editorial Só essa revelação bastava para que sua “pauta” caísse. Ou seja, nunca houve Caixa 2.

Até então eu havia errado. Mas fui honesto o suficiente para assumir isso. Na quarta-feira 23, eu disse na frente do meu advogado (e Você deve ter gravado a conversa) que não retirava uma vírgula sequer do diálogo da véspera. Veja bem: da véspera. Mas o ontem, em jornalismo, não existe. O que vale é a verdade de hoje.

Eu errei, Jailton. Mas Você traiu a confiança que não existe mais”.

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