Senado gasta R$ 361 mil com diárias de escolta e segurança na pandemia

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Levantamento do Metrópoles identificou ao menos 528 diárias entre 20/3 e 20/8. Valor é 56,7% superior ao do mesmo período de 2019, sem Covid

 

FOTO: LEOPOLDO SILVA/AGÊNCIA SENADO
Em meio à pandemia da Covid-19, o Senado Federal pagou R$ 361.333,57 em diárias para servidores realizar escolta de segurança a parlamentares em viagens a outros estados, entre 20 de março – data do decreto inicial de calamidade pública – e 20 de agosto. O valor é 56,7% superior ao registrado no mesmo período de 2019 – quando não havia restrições sanitárias –, que foi de R$ 230.526,26.

O levantamento realizado pelo Metrópoles, no Portal da Transparência, identificou, ao menos, 528 diárias – com adicional de embarque – ou complementações de diárias liberadas enquanto a Casa realiza sessões remotas. Ao todo, 83 viagens, com pagamentos no valor médio de R$ 4.353,42.

Neste período, a Casa suspendeu as atividades presenciais e as sessões têm sido por sistema remoto – ou seja, os senadores acompanham e votam de qualquer lugar, sem a necessidade de deslocamento a Brasília. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem comandado as sessões da capital federal.

Senadores

Do total de viagens de servidores para escolta parlamentar, 26 foram realizadas ao Espírito Santo, 20 à Bahia, 17 ao Amapá, nove ao Rio de Janeiro, cinco a São Paulo, duas ao Tocantins, uma a Goiás e uma ao Rio Grande do Sul.

Contudo, nos “detalhamentos” das viagens, apenas quatro senadores foram identificados – Angelo Coronel (PSD-BA), Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Marcos do Val (Podemos-ES) e Alcolumbre.

O Metrópoles contatou o Senado para identificar todos os senadores que utilizam ou que utilizaram escolta parlamentar em deslocamento neste período de pandemia, mas a Casa disse se tratar de informação sigilosa.

“Entendemos imprescindível a necessidade de preservação do sigilo quanto à identificação dos parlamentares que lançam mão de pedidos de proteção, bem como de motivos da escolta ou quaisquer informações que exponham a composição de equipe do serviço de proteção a dignitários, dados que estão contidos nas exceções constitucionais”, disse a Casa, em nota.

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