Hamilton Mourao e Levy Fidelix durante a campanha eleitoral de 2018
Embora a família Fidelix tente esconder, a verdade é que existe uma grave crise interna no Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Desde o falecimento do fundador Levy Fidelix, em abril deste ano, a viúva Aldinea Fidelix está à frente do partido oficialmente, mas quem manda, ou melhor, desmanda, são os filhos e o genro da presidente em exercício, que tem feito muitas trapalhadas em busca do dinheiro fácil.
Júlio Fidelix tenta salvar o legado do irmão Levy Fidelix, e contratou o renomado advogado Amauri Pinho, com vasta experiência na área.
Existem inúmeras irregularidades praticadas pelos atuais dirigentes do PRTB, que já foram comprovadas, entre as quais, restou comprovado que a advogada Karina Fidelix, primeira-secretária nacional do PRTB e filha da presidente em exercício, Aldinea, Fidelix, recebeu de Maria Alves Santana, então secretária estadual do PRTB da Bahia, dois lotes de terreno na cidade de Camaçari-BA, localizados em frente à praia, e registrados no Cartório do Primeiro Ofício de Registro de Imóveis e Hipotecas de Camaçari-Ba, matrícula nº 26763, tudo conforme contrato de cessão de promessa de compra e venda, que seria no valor de R$ 60 mil, por serviços advocatícios da advogada Karina Fidelix.
Entretanto, o valor real dos lotes é de R$ 400 mil, e foi repassado a Karina pelo PRTB da Bahia à Executiva Nacional em pagamento de mensalidades, o que é confirmado pelo ex-presidente do PRTB baiano, Rogério Tadeu da Luz.
A outra filha, Lívia Fidelix, teve sua empresa, Seven Street Serviços de Escritório Eirelli, contratada pela mãe, Aldinea Fidelix, simultaneamente, para prestação de serviços administrativos genéricos em dois contratos, já prestados pelos funcionários do partido, pelos quais Lívia Fidelix recebe R$ 7,9 mil por mês.
O filho da viúva, Levy Francisco Fidelix, com o pai ainda internado, em abril de 2021, recebeu autorização oficial da mãe, Aldinea Fidelix, conforme consta de ata do partido, para vender os carros do partido, já temendo perder o partido.
Quanto ao genro de Aldinea Fidelix, Rodrigo Tavares, casado com Karina Fidelix, foi efetuado um contrato com a sogra, pelo qual ele recebe mensalmente R$ 20 mil do PRTB, sem nenhum trabalho.
A ilegalidade está no fato de todos os filhos, genro e outros membros, receberem do PRTB, sem comprovar a prestação de serviços, e o Tribunal Superior Eleitoral tem precedentes que até permite a contratação de empresas e membros do Diretório de partido político, mas se trata de exceção, que deverá ter “grau elevado de transparência” e frequentes “relatórios claros das atividades desenvolvidas e demonstração de custos compatíveis com o mercado”, consoante decidiu o Ministro do TSE, Sérgio Banhos, o que não é o caso dos contratos efetuados por Aldinea Fidelix com os filhos, o genro e outros membros do Diretório Nacional do PRTB, para tentar se manter no poder.
A viúva Aldinea Fidelix não chama o debate para ver quem assume a presidência nacional do PRTB porque tem minoria entre os convencionais, mas cansado de aguardar, o irmão do fundador Levy Fidelix, Júlio Fidelix, cansou de esperar, e promete a mudança do comando para as próximas semanas, com a assessoria do advogado Amauri Pinho.
A maioria dos membros do Diretório Nacional não tem dúvidas de que, com o falecimento de Levy Fidelix, ocorreu a vacância do cargo de presidente, que Aldinea Fidelix está usurpando a função de presidente, e quem vai assumir será seu irmão, Júlio Fidelix, que é filiado, fundador do partido, membro do Diretório Nacional, e tem ótima aceitação entre os fundadores.





