Eleições devem ser cenário de disputas acirradas no df. Agora é hora de fechar acordos. Campanha mesmo só inicia em julho
REJANE EVARISTO
mevaristo@grupocomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade
Foto: DivulgaçãoRoberto Policarpo afirma que a base do governo está confiante com relação ao cenário pré-eleitoral do Distrito FederalApesar de só começarem efetivamente no mês de junho de 2014, após as convenções partidárias, as campanhas eleitorais no Distrito Federal estão apresentando as primeiras mobilizações. Os principais partidos já fecham alianças e escolhem candidatos. Ao que tudo indica, haverá disputas acirradas entre o atual governo e os partidos de oposição.
Entre os candidatos ao governo do Distrito Federal estão o atual governador Agnelo Queiroz (PT), Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (PPS), Toninho (PSol), Pitiman (PSDB), Izalci (PSDB) e Reguffe (PDT). Para o cientista político Antônio Testa, a disputa ao cargo deve ser difícil no próximo ano. “Creio que será uma disputa muito acirrada. Tudo indica que o governo enfrentará uma chapa de oposição que deverá ser muito forte. Entre os possíveis candidatos há vários políticos renomados. Vamos ver como esses líderes se organizarão para enfrentar o governo”, afirma.
A presidente do Partido Popular Socialista (PPS), Eliana Pedrosa, afirma que as campanhas só devem começar definitivamente em julho, quando todos os detalhes estarão acertados e será permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas que as legendas já estão preparando os projetos para as campanhas. Para Pedrosa, as eleições de 2014 devem mostrar o resultado da insatisfação do povo com o atual cenário do Distrito Federal.
“O que eu sinto no momento é que as pessoas querem uma melhoria nos serviços oferecidos. Creio que quem se propõe a ser candidato, tem que ter esse diferencial. Os movimentos mostraram que as pessoas querem uma melhora e é isso que vamos tentar oferecer. A carga tributária, por exemplo, é uma coisa absurda no momento. E esse é um dos pontos que pretendemos mudar”, explica.
Por outro lado, o presidente do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (PT-DF), Roberto Policarpo, afirma que a base do governo está confiante com relação ao cenário pré-eleitoral. “Estamos trabalhando com o apoio de 17 partidos, então nós já possuímos uma aliança forte e ainda estamos conversando com outros. Estamos confiantes, pois o governo tem o que apresentar, pois está trabalhando muito nas cidades. Com isso, a partir do momento que a gente souber quem são os adversários, traçamos as estratégias”, explica. E completa: “Um ponto para nós é que a oposição ainda não tem candidatos definidos, apenas o Rollemberg. Além desse, o PDT apresentou a intenção de lançar o Reguffe, mas ainda estamos conversando com esse partido sobre uma possível aliança”, explica.
Já a presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Juliana Schleder, afirma que o governo atual terá uma forte oposição nas próximas eleições. “No próprio processo de construção programática e de alianças irão surgindo as táticas eleitorais. Queremos construir uma frente de esquerda que seja capaz de aglutinar ao seu redor não apenas partidos, mas os movimento sociais mais avançados que já começaram um processo de ruptura com o petismo. Assim como dialogaremos com setores em processo de ruptura com outras forças políticas de esquerda que tenham unidade programática com o PSOL”, afirma.
E complementa: “Queremos construir um amplo debate democrático com todas as forças que tenham uma visão crítica e de enfrentamento a essa situação caótica em que se transformaram os partidos políticos, que representam o regime e o próprio regime político vigente, veementemente contestado pelas mobilizações de junho”, ressalta.
Câmara Legislativa
O cientista político Antônio Testa alerta que, apesar da importância da escolha do governador, a população do DF deve se atentar para a escolha dos demais candidatos. “A população terá que escolher entre os candidatos que os partidos apresentarem. E eles prometerão que vão mudar tudo. Mas tudo continuará como está. A eleição para governador concentra muita atenção do eleitor. Ela é, de fato, muito importante. Mas para promover mudanças qualitativas é preciso eleger deputados distritais comprometidos com o futuro do DF, e não com seus interesses corporativos e profissionais”, explica.
Segundo Testa, o maior erro dos eleitores é escolher os deputados distritais de acordo com interesses individuais. “Como as corporações são muito fortes e o poder econômico também influencia muito, por isso é difícil prever mudanças qualitativas”, afirma. “Alguns deputados serão substituídos pelo voto, mas muitos serão eleitos com compromissos corporativos, devendo favor a seus financiadores. Apesar de tudo isso, o eleitor independente deve votar em quem tem propostas objetivas para construir um DF melhor para todos. E não apenas para os detentores do poder econômico e dos controladores das corporações”, alerta.
Eliana Pedrosa também destaca a importância da atenção dos eleitores na hora da escolha dos deputados distritais. “Espero que o nosso partido possa mostrar que está alinhado com o desejo do eleitor e que possamos eleger o maior numero de deputados para a Câmara Legislativa, porque estamos com nomes de pessoas competentes e comprometidas com os desejos da população”, observa.





