Na mira da PCDF
Outro contrato emergencial milionário está na mira da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que deflagraram em maio a Operação Grabato. Os órgãos investigam supostas irregularidades em contrato emergencial firmado, com dispensa de licitação, pela Secretaria de Saúde, para a construção do Hospital de Campanha do Mané Garrincha.
A suspeita dos investigadores é de que a empresa contratada tenha se aproveitado da situação de calamidade para, com a participação de servidores públicos, supostamente burlar regras legais e firmar contrato com a Secretaria de Saúde, causando prejuízo aos cofres públicos no contrato de cerca de R$ 79 milhões.
O proprietário da empresa contratada pelo GDF para gerir os 197 leitos do hospital de campanha, Sérgio Roberto Melo Bringel, também é acusado de peculato por, supostamente, ter causado dano ao erário no valor de R$ 1,3 milhão. Ele é apontado como parte de uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos da saúde no Amazonas.
O empresário foi alvo da quarta fase da Operação Maus Caminhos, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) em outubro de 2018. Ele chegou a ficar preso por três dias durante as investigações.
Por meio de nota, a direção do Hospital Domiciliar do Brasil, empresa que implantou e faz a gestão do Hospital de Campanha Mané Garrincha, disse que “volta a afirmar que não houve quaisquer irregularidades no processo de contratação dos seus serviços”.
“A empresa apoia as investigações que estão em curso, o que é normal em se tratando de recursos públicos, mas são falsas as alusões feitas pela matéria de que o contrato trouxe possíveis prejuízos aos cofres públicos e que regras foram burladas, já que não há nenhuma conclusão por parte dos órgãos investigadores”, afirmou.
Outro contrato sob suspeita: o hospital de campanha no Mané GarrinchaExtrato DODF 05/05/2020
O contrato com IMAS de R$ 85 milhões é rescindido unilateralmente pelo GDFExtrato DODF 10/06/2020
Ala especial Covid-19 no Hospital da PM previa 106 leitosDivulgação PMDF
O IMAS tinha sido escolhido de forma emergencialExtrato DODF 13/05/2020
A médica administradora que assinou o contrato já foi diretora do Iges-DFExtrato DODF 13/05/2020
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Fonte: Metrópoles