Fábio Viana Ávila já foi administrador do Recanto das Emas. A companheira dele, Edna Maria Sampaio, também ocupa cargo de confiança no GDF
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), nomeou o novo presidente da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB). Fábio Viana Ávila assumiu o cargo um dia depois de Flávio Henrique da Costa ser exonerado diante da acusação, por parte do Executivo, de assédio a servidores em favor do ex-presidente da empresa e pré-candidato a deputado distrital André Brandão (Podemos).
Ainda interino, Ávila mostrou o poder da caneta logo no primeiro dia de trabalho. Exonerou cinco comissionados e, de acordo com funcionários da TCB, demitirá um total de 25 até a próxima segunda-feira (25/6). “Aqui somos regidos pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], nossa demissão não sai no Diário Oficial. Ele chegou coagindo todo mundo”, reclamou um dos trabalhadores.
Esse é o segundo cargo de chefia ocupado por Ávila na gestão Rollemberg. O ex-policial militar foi administrador do Recanto das Emas: assumiu em 2015 e só deixou o posto em abril de 2017.Ele chegou a ser exonerado em 2016, mas o ato, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, foi tornado sem efeito no dia seguinte. A remissão foi vista como um agrado para Liliane Roriz (PTB), então aliada de Rollemberg e de quem Ávila seria protegido. O Governo do Distrito Federal (GDF), no entanto, afirmou à época que a exoneração havia ocorrido por engano.
Nas redes sociais, Fábio e a companheira, Edna Maria Sampaio, ostentam fotos ao lado do governador. Ela também exerce cargo de confiança no GDF. Em maio deste ano, Edna assumiu o posto de assessora especial da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Antes, era lotada na Casa Civil.
Por meio de nota, a TCB informou que “a nomeação de Fábio Ávila como diretor-presidente interino obedece a critérios técnicos. Cabe esclarecer, ainda, que os cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração. Com a mudança de gestão é normal que aconteçam substituições, ressaltando que o novo quadro está sendo formado por servidores efetivos da casa”.
Fonte: Metrópoles












