Exército israelense realiza mais de 60 ataques em redutos do Hezbollah em Beirute, Tiro e Sidon. Porta-voz das FDI, Major Rafael Rozenszajn, afirma que operação é resposta direta ao ataque do grupo pró-iraniano e ao rearme conduzido por Teerã
As Forças de Defesa de Israel (FDI) ordenaram nesta quinta-feira (5) a evacuação imediata de Dahiyeh, subúrbio sul de Beirute e principal reduto do Hezbollah no Líbano, após intensificação dos ataques israelenses contra a infraestrutura militar do grupo pró-iraniano na região.
Tropas israelenses avançam em postura defensiva em múltiplos pontos no sul do Líbano — a leste, a oeste e na região de Har Dov — com o objetivo declarado de impedir infiltrações e ataques contra comunidades do norte de Israel.
“O Hezbollah atua e posiciona seus lançadores de foguetes perto de áreas civis, usando a população civil como escudo humano. Por isso, é nosso papel alertar a população libanesa para que se proteja”, diz o Major Rafael Rozenszajn, porta-voz das FDI para países de língua portuguesa.
Hezbollah atacou primeiro — e violou o cessar-fogo
Segundo o Major Rozenszajn, o Hezbollah disparou foguetes contra civis israelenses na madrugada de segunda-feira, 2 de março — pela primeira vez em meses.
Os foguetes foram lançados a partir do sul do rio Litani, área em que a presença armada do Hezbollah é explicitamente proibida pelos acordos de cessar-fogo vigentes.
“O Hezbollah voltou a disparar foguetes contra civis israelenses pela primeira vez em meses, e o fez a partir do sul do Litani, onde sua presença é proibida pelo cessar-fogo. Essa escolha tem um nome: traição ao povo libanês”, aponta Rozenszajn.
Civis israelenses não serão evacuados do norte
Em posição firme quanto à proteção da população israelense, as FDI descartaram a evacuação dos civis do norte de Israel. A decisão contrasta com o padrão observado após o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, quando famílias inteiras foram forçadas a abandonar suas casas por mais de um ano.
“Tomamos uma decisão importante: não vamos evacuar os civis israelenses do norte. Depois do 7 de outubro, famílias inteiras foram forçadas a abandonar suas casas por mais de um ano. Isso não vai se repetir. É nossa obrigação garantir que vivam com segurança nas suas próprias casas”, afirma o porta-voz.
Iran por trás do conflito
O porta-voz reiterou que o Hezbollah opera como extensão direta do regime iraniano e que os ataques no Líbano são inseparáveis da ameaça representada por Teerã. Segundo as FDI, o Irã investiu quase um bilhão de dólares no último ano para fortalecer seus proxies, com o Hezbollah como principal destinatário dos recursos.
“O Hezbollah não age sozinho. No último ano, o Irã investiu quase um bilhão de dólares para fortalecer seus proxies. Cada foguete disparado do Líbano tem uma origem: Teerã. É lá que esta guerra precisa ser encerrada.”, resume Rozenszajn.
Desde o início da operação no Líbano, as FDI atingiram 320 alvos militares, incluindo centros de comando, depósitos de armas, sites de comunicação e instalações de inteligência do Hezbollah. Nos últimas 24 horas, mais de 60 alvos foram atingidos nas regiões de Tiro, Sidon e Beirute.





