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    Master escreveu emenda de Ciro para ampliar cobertura do FGC

    As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou ao Senado uma emenda redigida com auxílio do Banco Master para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A proposta, segundo a apuração, era estratégica para o modelo de negócios do banco, que cresceu oferecendo aplicações de alta rentabilidade protegidas pela garantia do fundo.

    O parlamentar teria instrumentalizado seu mandato em favor de interesses privados do banqueiro em troca de vantagens econômicas que extrapolam relações de amizade.

    Um dos pontos centrais da apuração é a chamada “Emenda Master”. Trata-se da emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada por Ciro Nogueira, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A investigação aponta que o texto foi integralmente elaborado pela assessoria do Banco Master e entregue em um envelope na residência do senador.

    Mensagens obtidas pela PF revelam que, após a publicação da proposta, Vorcaro afirmou que o ato legislativo “saiu exatamente como mandei”. Interlocutores do banco registraram que a medida poderia “sextuplicar” os negócios da instituição. Além desta emenda, há indícios de que minutas de outros projetos de lei de interesse do banqueiro circularam pela residência de Ciro antes de chegarem ao gabinete.

    A chamada “emenda Master” foi apresentada em agosto de 2024 dentro da PEC 65/2023, que trata da autonomia financeira do Banco Central. O texto propunha elevar o teto de cobertura do FGC e submeter o fundo à regulação pública por meio do Conselho Monetário Nacional (CNM), sob o argumento de alinhamento a padrões internacionais. Na justificativa, Nogueira citou o sistema de garantia dos Estados Unidos, que cobre até US$ 250 mil por depositante.

    “Por consequência, o aumento da garantia para novos patamares demonstra seriedade nacional de equiparar o valor da moeda (moeda nacional vs. moeda estrangeira) e a segurança dos investimentos”, escreveu o senador na proposta.

    A investigação também identificou o repasse de “mesadas” ao parlamentar. Relatórios de inteligência financeira e diálogos apontam pagamentos mensais recorrentes que começaram em R$ 300 mil e teriam evoluído para R$ 500 mil. Esses valores seriam operacionalizados por meio de uma estrutura empresarial vinculada ao que os investigados chamavam de “parceria BRGD/CNLF”.

     

    Fonte: Com informações do Correio Braziliense

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    Deve ler

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