Decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública se estende a outros suspeitos, como a empresa Via Engenharia e seu dono, Fernando Márcio Queiroz
O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice Tadeu Filippelli (MDB) tiveram bens bloqueados pela Justiça na noite desta quinta-feira (23/01/2020).
A decisão, da juíza Acácia Regina de Sá, da 7ª Vara da Fazenda Pública, visa o ressarcimento aos cofres públicos caso os réus venham a ser condenados em função de desvios nas obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014. O caso foi investigado na Operação Panatenaico.
Na decisão, a magistrada estende o bloqueio à empresa Via Engenharia e seu dono, Fernando Márcio Queiroz, além do empresário Jorge Luiz Salomão e do advogado Luiz Carlos Alcoforado.
A juíza determinou que sejam acionados o Banco Central e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para informar bens pertencentes aos alvos da ação.
No caso de Agnelo, a magistrada manda bloquear cerca de R$ 19,5 milhões, entre valores individuais e solidários – neste caso, as cifras de outros suspeitos também devem ser congeladas. Para Filippelli, o montante chega a R$ 24,7 milhões.
A juíza aponta que, ao longo da execução da obra, houve “indícios de recebimento de valores e vantagens indevidos” entre todos os envolvidos.
A decisão tem caráter liminar e cabe recurso. Até a última atualização deste texto, os citados não haviam sido localizados para comentar o assunto. O espaço permanece aberto.
Confira a lista dos valores a serem bloqueados
- Agnelo Queiroz: R$ 12,28 milhões
- Tadeu Filipelli: R$ 24,7 milhões
- Agnelo Queiroz e Jorge Luiz Salomão: R$ 7 milhões solidariamente
- Agnelo Queiroz e Luiz Alcoforado: R$ 7,4 milhões, solidariamente
- Via Engenharia e Fernando Marcio Queiroz: R$ 19,3 milhões, solidariamente









