Nesta sexta-feira (24/4), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa (PH) e do advogado Daniel Monteiro, que teria representado o Banco Master em negociações com o BRB
Ambos foram presos em 16 de abril pela Polícia Federal (PF) mediante decisão do ministro André Mendonça, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A maioria no julgamento ocorreu com o voto do ministro Nunes Marques, que concordou com o relator e com o ministro Luiz Fux. Assim, o placar ficou em 3 a 0 pela manutenção da prisão.
DELAÇÃO QUE PODE ENCERRAR A CARREIRA POLÍTICA DE DOIS PRESIDENTES DE PARTIDOS
Enquanto isso, Paulo Henrique trocou de advogado e pretende fazer uma delação o mais rápido possível, até porque ele já sabe que poderá ficar muito tempo preso caso não delate o fabuloso esquema de corrupção do Banco Master dentro do BRB sob seu comando.
Entre os possíveis delatados por “PH”, algumas figuras políticas bem conhecidas em Brasília, como o presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.

Segundo investigações, os dois principais pilares da articulação política do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, eram o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Ambos mantinham relações muito próximas com o empresário e, segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, atuaram em pautas e decisões que favoreceram diretamente o Master em momentos críticos.
Agora, com o avanço das investigações sobre o banco e a prisão de Vorcaro, os dois dirigentes partidários tendem a entrar no foco da Polícia Federal (PF).
Se o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB, Paulo Henrique Costa resolver mesmo delatar, Brasília vai ferver nas próximas semanas.





