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    Investigação Operação desmonta esquema de desvio milionário no DF

     

    Ministério Público acredita que mais de 20 milhões de reais tenham sido desviados da União; ex-senador Clésio Andrade é um dos investigados

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    Carros da polícia em direção ao prédio do Sest Senat no DF (Reprodução/VEJA)

    A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação São Cristóvão, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), administrados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A polícia estima que o esquema tenha desviado pelo menos 20 milhões de reais nos últimos dois anos. Quatro pessoas foram presas até agora – ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão.

    Entre os suspeitos de participar do esquema estão ex-diretoras do Sest Senat – uma delas é Maria Tereza Pantoja, atual diretora do Instituto de Transporte e Logística da Confederação Nacional do Transporte (ITL/CNT). Outro investigado no caso é o ex-senador Clésio Andrade (PMDB), presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e vice-governador de Minas Gerais durante o primeiro mandato de Aécio Neves.

    Os envolvidos são suspeitos de peculato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, segundo a polícia. A corporação disse que há suspeita de que o grupo contratava serviços de empresas de fachada, com a participação de parentes e sócios dos acusados. Segundo as investigações, 23 funcionários do Sest e do Senat tinham remuneração anual acima de 300.000 reais, em 2012. Além dos cinco mandados judiciais de prisão temporária, os 180 agentes policiais mobilizados para a operação cumpriram, em Brasília e em Minas Gerais, todos os 21 mandados de busca e apreensão e os 24 de condução coercitiva – quando o suspeito é levado a uma delegacia para prestar depoimento e liberado em seguida.

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    O responsável pela operação é o delegado-chefe da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (DECO), Fábio Santos de Souza. Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito policial apura a “atuação de organização criminosa voltada à prática de delitos de apropriação e devido de dinheiro do Sest e Senat”.

    A operação é resultado de investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU).

    O Sest e o Senat são entidades civis sem fins lucrativos, criadas em 1993, para valorizar os trabalhadores do setor de transporte. As instituições oferecem cursos e serviços médicos, odontológicos e recreativos com os recursos pagos obrigatoriamente por empresas de transporte rodoviário e de valores, locadoras de veículos e de distribuição de petróleo.

    (Com Estadão Conteúdo)

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