Aproveite o 13º para quitar dívidas: veja dicas de especialista em finanças

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Renda extra pode ajudar 63 milhões de brasileiros endividados a saírem dessa situação

Até 20 de dezembro, os brasileiros com carteira assinada terão recebido seu 13º salário. A renda extra no final do ano pode auxiliar a situação financeira de muita gente. De acordo com balanço do Serasa, até o mês de julho 63,3 milhões de pessoas tinham débitos em aberto no país. Para os devedores, essa pode ser uma boa hora para reduzir, ou até mesmo quitar as dívidas. A opção é ainda mais vantajosa quando lembramos que as parcelas podem diminuir ou acabar, dando uma folga no orçamento mensal. Ou seja: está aí a oportunidade de entrar 2020 com pé direito também na vida financeira.

 

O professor de economia do UniCEUB, Raphael Brocchi, explica que para seguir esse caminho, é preciso haver um planejamento. Segundo ele, os juros devem ser analisados, pagando-se, primeiro as dívidas com juros mais altos. “Alternativamente, o indivíduo pode avaliar a possibilidade de migrar as dívidas para outros tipos, como realizar um empréstimo pessoal para sair do cheque especial, ou outros bancos, migrar para bancos com juros menores. Esta renegociação também se aplica aos demais credores. Muitos podem dar grandes descontos para possibilitar a quitação das dívidas”, afirma Brocchi.

 

Confira algumas dicas de como usar seu 13º de forma eficiente:

 

Coloque tudo no papel – A pessoa deve analisar orçamento e os gastos futuros, buscando separar uma parte dos recursos extras para quitar ou amortizar dívidas. É importante, sempre, fazer uma análise aprofundada, evitando decisões erradas e ilusórias que podem levar a uma piora na situação financeira.

 

Prepare-se com antecedência – Lembre-se de que o início de ano é marcado por gastos extras, IPVA, IPTU, material escolar, entre outros. Planeje estes gastos em seu orçamento, até deixando uma parte do 13º para este fim. Assim, evita-se novas dívidas no início do ano.

 

Separe as dívidas com juros maiores – Via de regra deve-se pagar as dívidas com juros maiores. Cada indivíduo deve avaliar sua situação particular, pois algumas particularidades alteram essa regra. Um exemplo disto é o caso de quem possui uma dívida de curto prazo que, apesar dos juros menores, acaba por comprometer significativamente o orçamento mensal, impossibilitando que ele saia do vermelho.

 

Negocie – O indivíduo pode conseguir descontos extras para pagamento antecipado. Além disto, comparar os tipos de dívida e os diferentes credores, buscando alternativas mais baratas, pode gerar economias significativas.

 

Aproveite o fim de ano sem renovar as dívidas – Busque alternativas mais econômicas, como juntar os amigos em casa e dividir os custos das festas, optar por presentes funcionais, pesquisar preços. Essas ações têm um impacto direto nos gastos de fim de ano. Muitas programações com preços exorbitantes aproveitam o 13° para aumentar o faturamento.

 

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