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    Band: debate entre candidatos à Presidência é marcado por ataques

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    O confronto direto marcou o primeiro debate entre os concorrentes à Presidência da República na TV, exibido na noite desta terça-feira pela Rede Bandeirantes. Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) não perderam a oportunidade de partir para o embate e acirraram a disputa eleitoral. Também participaram os candidatos Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

    Primeiro bloco

    Cada um dos presidenciáveis respondeu a uma mesma pergunta sobre segurança pública.

    Segundo bloco

    O debate esquentou quando os candidatos puderam fazer perguntas entre si, com direito a réplica e tréplica. Marina direcionou sua primeira fala a Dilma e questionou os resultados dos pactos firmados pela presidente após as manifestações de junho do ano passado. A candidata à reeleição rebateu lembrando a aprovação da lei que destinou royalties do petróleo para educação e saúde e a criação do programa Mais Médicos.

    — Esse Brasil que a presidente Dilma acaba de mostrar, colorido, quase cinematográfico, não existe na vida das pessoas — retrucou Marina.

    Na sequência, Dilma questionou Aécio sobre as medidas impopulares que o candidato tomaria para combater o desemprego.

     

    — O Brasil tem hoje a menor taxa de desemprego da história. Quando o Fernando Henrique Cardoso, do seu partido, entregou o cargo a Lula, o desemprego era o maior. Que medidas impopulares o senhor irá tomar, além da redução do emprego e da redução do salário mínimo? — questionou Dilma.

    O tucano revidou criticando a baixa geração de empregos no governo da petista e o que classificou de sucateamento da indústria.

     

    — O governo perdeu a capacidade de inspirar confiança por um conjunto de ações desastradas e desconexas. A grande verdade é que o governo do PT surfou nas reformas do presidente Fernando Henrique, mas a bonança acabou — disse Aécio.

     

    Na tréplica, Dilma afirmou que “o PSDB quebrou o Brasil três vezes”, e Aécio rebateu dizendo que sem o governo de Fernando Henrique Cardoso não haveria estabilidade econômica.

    No mesmo bloco, outro momento polêmico foi quando o candidato Eduardo Jorge perguntou a Aécio Neves qual a posição do tucano sobre a interrupção da gravidez. Aécio respondeu que acredita que a legislação atual deve ser mantida.

    Pela primeira vez atrás de Marina na pesquisa realizada pelo Ibope, Aécio questionou a candidata do PSB sobre “a nova política”. O tucano cobrou coerência ao mencionar críticas de Marina ao governador de São Paulo e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), e a afirmação da ambientalista de que gostaria de contar com o candidato ao Senado José Serra em seus quadros, caso fosse eleita. Marina afirmou que se sente inteiramente coerente com a renovação da política e que pretende combater a polarização entre PT e PSDB, que “já deu o que tinha que dar”.

    Terceiro bloco

    Jornalistas faziam perguntas aos candidatos, e outro presidenciável comentava a questão. Em um das primeiras questões, Boris Casoy perguntou a Dilma Rousseff se reeleita a candidata manteria a atual política econômica.

     

    — O Brasil enfrenta uma das mais graves crises internacionais. Nós recusamos a velha receita, onde se desempregava, arrochava, aumentava impostos e tarifas. Mantivemos o nível de emprego no momento que o mundo inteiro desemprega — respondeu Dilma. — Hoje, o filho do trabalhador pode virar doutor — acrescentou a presidente.

    Na réplica, Aécio elevou o tom:

     

    — As pessoas queriam morar no Brasil da propaganda do PT.

    Quarto bloco

    Na quarta e última etapa do programa, os confrontos diretos entre os candidatos foram retomados. Logo no começo, Aécio atacou a presidente falando sobre a fraude na Petrobras.

    — A senhora não quer aproveitar esse tempo para pedir desculpas ao povo brasileiro? — indagou o ex-governador mineiro.

     

    — Candidato, eu acho que o senhor desconhece a Petrobras. Hoje, é a maior empresa da América Latina. Passou do valor de R$ 15 bilhões no governo do PSDB para R$ 110 bilhões — respondeu a presidente.

    Marina Silva foi confrontada por Luciana Genro sobre os conselheiros econômicos da ex-ministra.

    — É isso que você chama de nova política? Implementar a política econômica do PSDB? — indagou Luciana.

     

    — Faremos um governo que a sociedade possa se sentir segura, vamos governar com os melhores, da iniciativa privada, do setor público, da academia e do empreendedorismo social — disse Marina.

    O debate também foi marcado por ataques dos candidatos que aparecem com índices menores de intenções de voto nas pesquisas aos três principais presidenciáveis. O debate terminou por volta da 1h. Informações da Zero Hora.

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