Na noite desta quarta-feira (17), a Câmara dos deputados aprovou o regime de urgência para o projeto de anistia do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), com 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. O texto trata de crimes de motivação política ou eleitoral desde outubro de 2022 e agora seguirá direto ao plenário, sem passar por comissões.
A aprovação da urgência é uma dura derrota para o governo Lula (PT), que atuava fortemente para evitar o avanço da pauta.
A disputa pela anistia não é apenas sobre crimes ou perdão, mas sobre quem pode ou não existir politicamente no Brasil. A luta agora é pelo reconhecimento de que sem Bolsonaro e sem seus eleitores, não há democracia nem pacificação possível.
A aprovação da urgência mostrou que há maioria para enfrentar o STF e o governo, mas o texto final será o verdadeiro campo de batalha. Se o Congresso ceder à pressão do Supremo e da esquerda, a chamada “pacificação” não passará de farsa, e o Brasil seguirá dividido, com metade da população tratada como inimiga política.
O interessante é que quem hoje está no poder, exigiu anistia e conseguiu. Mas como agora é a direita que exige anistia, os esquerdistas anistiados no passado são contra. O motivo é óbvio: não querem ver Bolsonaro no Planalto novamente.

