Colocar ex-ministro de Dilma no comando do IGES-DF é retrocesso vergonhoso

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Definitivamente o governador Ibaneis Rocha (MDB) gosta de andar acompanhado de pessoas que já passaram por cargos importantes no passado, mas que não deixaram saudades, mas sim, rastro de suspeitas, denúncias e em alguns casos, até condenação por corrupção e improbidade administrativa.

E eis que Ibaneis ressuscitou conhecida figura dos governos Dilma e Temer, para assumir o IGES-DF. Trata-se de Gilberto Occhi, que  foi ministro da Saúde, entre abril de 2018 e janeiro de 2019, e presidente da Caixa durante a gestão de Michel Temer (MDB). Antes, ele foi ministro das Cidades e ministro da Integração Nacional do governo de Dilma Rousseff (PT).

Em 2001, o  Ministério Público Federal (MPF) denunciou três funcionários da Caixa Econômica Federal por promoverem venda casada em agências de Sergipe. O ex-superintendente do banco no estado Gilberto Occhi, a ex-gerente-geral de uma agência de Aracaju Cristina Rocha de Andrade dos Santos e o gerente de relacionamento da mesma agência Marcelo Motta são acusados de coagir clientes a adquirirem produtos e serviços da Caixa a fim de terem aprovado o pedido de financiamento de imóvel.

Segundo o MPF,  um dos casos relatados na denúncia (peça inicial da ação criminal), a cliente foi coagida a obter cartão de crédito, cheque especial e crédito imobiliário para ter o financiamento aprovado. Após registrar uma reclamação na Ouvidoria da Caixa, ela recebeu ligações de Marcelo Motta ameaçando-a. Além disso, Gilberto Occhi e sua esposa, Cristina Rocha, chegaram a ir até o local de trabalho da cliente para ameaçá-la de suspender o contrato de financiamento caso ela não mantivesse os demais serviços contratados.

Em 2018, o  jornal O Globo denunciou que o Ministério das Cidades liberou em 2014, na gestão do então ministro Gilberto Occhi (PP), R$ 34 milhões para projetos tocados pela empresa de um parceiro de negócios do filho e do enteado do político, que era titular da Saúde. A GP Engenharia, do empresário Geraldo Majela de Menezes Neto – definido por Occhi como “amigo da família” –, foi escolhida para construir 610 moradias para famílias de baixa renda, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, em Tobias Barreto.

Os contratos com a empreiteira foram assinados após a venda, em 2013, das três lotéricas que conseguira em Alagoas, em conjunto com Gustavo Occhi, filho do ministro, e Diogo Andrade dos Santos, filho da mulher dele. Occhi foi alvo de apurações internas na Caixa – na qual fez carreira e ocupou os mais importantes cargos.

E por onde passou, Occhi não deixou nenhuma grande marca, apenas suspeitas de gestão pífia.

Colocar Gilberto Occhi para comandar o já gastador IGES-DF, é trocar seis por meia dúzia. Aliás, se tivéssemos deputados distritais sérios, a CLDF abriria hoje mesmo a CPI da Saúde ou a CPI do IGES-DF. Motivos não faltam!

 

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