O Brasil é um dos 31 países do mundo onde o voto é compulsório – imposição que hoje vai contra o desejo da maioria dos brasileiros.
Não faz nem dez anos que a paulistana Bianca Fraga caminhava pelas ruas arborizadas do principal campus da Universidade de São Paulo (USP), onde cursou linguística, e defendia sua visão de mundo em rodas politizadas de amigos.
Ocupou a reitoria em protesto por mais de uma vez enquanto estudante. Em junho do ano passado, engrossou a multidão de manifestantes que tomou as ruas da capital paulista, em coro pelas mais diversas reivindicações. Ela quer ser ouvida – mas não nas urnas.
Nas próximas eleições presidencias, em outubro, pretende votar em branco. Se a legislação não a obrigasse, Bianca nem sequer compareceria a uma central de votação. “Nenhum dos candidatos me representa”, afirma. “O voto seria mais legítimo se tivéssemos liberdade para escolher se queremos ou não entregá-lo a alguém.” A paulistana Bianca Fraga. Ela afirma que, se não fosse obrigada, não iria às urnas (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA) Leia mais
Fonte: ALINE RIBEIRO – revista Época





