Diretor do Procon do DF é investigado por assédio moral

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Controladoria-Geral do DF informou apurar denúncias de trabalhadores.
Ofício com denúncia foi assinado por 300 pessoas; diretor não se pronunciou.

Do G1 DF

Servidores do Procon do Distrito Federal afirmam ter sofrido assédio moral do diretor-geral do órgão, Paulo Márcio Sampaio. As supostas vítimas apresentaram atestados médicos e registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil. A Controladoria-Geral do DF informou que apura as denúncias.

O G1 procurou Sampaio, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

As primeiras queixas surgiram logo após o diretor assumir o cargo, em janeiro do ano passado. Em março, um grupo de 30 servidores do Procon assinou um ofício pedindo apuração sobre constrangimento de trabalhadores, movimentação de cargo, com motivos questionáveis, e irregularidades na lotação dos profissionais.

Segundo o documento, diversos funcionários têm apresentado crises de choro e “desestabilização emocional” por estresse no trabalho. Uma servidora da assessoria técnica diz que ficava constrangida sempre que se levantava do lugar. De acordo com a denúncia, a mulher chegou a ser obrigada a mostrar o absorvente íntimo na área de trabalho.

O diretor tinha afirmado que iria tomar providências, mas as denúncias continuaram. Em outubro, a chefe do departamento de Gestão de Pessoal relatou que o Sampaio tinha condutas que iam contra princípios administrativos. Ela cita desvio de funções, movimentação de servidores de forma arbitrária com intuito de punição, intimidação de servidores e omissão de informações a órgãos de controle.

Na Polícia Civil, uma servidora chegou a registrar boletim de ocorrência alegando que o diretor falava com ela aos berros. Ao todo, sete funcionários tiveram de tirar licença médica por causa da situação. Essa e as outras denúncias foram encaminhadas à Secretaria de Justiça, ao sindicato da categoria, Tribunal de Contas do DF e Ministério Público do Trabalho.

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