Enquanto isso, no Distrito Federal, o político “the walking dead” continua sua saga na tentativa de novamente iludir o eleitor brasiliense com suas promessas.
Na semana passada, José Roberto Arruda (PSD) apareceu na festa de filiação de Paula Belmonte ao PSDB, pegou o microfone, discursou e pediu para ela e Reguffe caminharem juntos com ele na formação de uma coalizão.
Mas que tipo de coalização seria essa, afinal? Arruda responde a vários processos e dificilmente manterá sua candidatura ao GDF até o fim. Além disso, tem que devolver aos cofres públicos mais de R$ 500 milhões de reais!

O ex-senador Antonio Reguffe (Solidariedade), fora da política desde 2022 quando decidiu não concorrer a nenhum cargo eletivo após ser retaliado pelo presidente do União-DF, Manoel Arruda, afirmou que apóia Paula Belmonte (PSDB) na disputa ao Buriti. Paula e Reguffe são conhecidos nos bastidores da política brasiliense por não terem grupo político.
Reguffe sonhava ser governador, mas ao apoiar a candidatura de Paula, só lhe resta o Senado, que tem quatro outros fortes candidatos: Michelle Bolsonaro (PL), Ibaneis Rocha (MDB), Bia Kicis (PL) e Sebastião Coelho (NOVO). Não será tarefa fácil para Reguffe, uma vez que a maioria dos eleitores do DF é de direita e ele não tem forte apoio nas redes sociais.
Enquanto isso, Arruda vive um pesadelo que evita comentar: ele não tem votos na esquerda e nem principalmente na direita (que não vota em notórios corruptos e que não aceita traição).
ADVERSÁRIOS QUEREM UM SEGUNDO TURNO NO DF
A ideia de Paula (PSDB), Arruda (PSD), Grass (PT), e Cappelli (PSB) é provocar um segundo turno no DF contra a principal adversária, a vice-governadora Celina Leão (PP), para depois se unirem contra ela.
Mas em 2022 um grupo tentou essa estratégia contra Ibaneis, que concorria à reeleição. Entretanto, os adversários foram surpreendidos com a vitória do governador do DF ainda no primeiro turno das eleições, sepultando assim, o sonho da velha e conhecida turma.
APOIO FORTE

Trabalhadora, Celina Leão continua forte e é a única pré-candidata ao GDF apoiada por Michelle Bolsonaro (PL), ou seja: quem votar em Michelle, votará em Celina. E a previsão é que Michelle tenha 1 milhão de votos para o Senado, o que será determinante para a vitória da amiga Celina Leão na corrida ao Buriti.
CANDIDATO DE KASSAB AQUI NÃO

Arruda acha que está com a bola toda, apoiado por Kassab, presidente nacional do PSD, que traiu o bolsonarismo e que não conhece a fundo os bastidores e a história da política brasiliense.
Aliás, em setembro de 2025, durante um evento do setor agro realizado no interior de São Paulo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, colocou Gilberto Kassab (PSD) contra a parede sobre a proposta de anistia aos condenados pelo 8/1.
Kassab respondeu de forma direta que apoia a medida, mas deixou em aberto se sua posição incluia ou não o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inacreditavelmente condenado pelo STF a 27 anos de prisão, fato que gerou irritação por parte da direita.
Kassab pensa que manda no eleitor brasiliense. Está redondamente enganado, assim como seu novo pupilo “walking dead”, que finge que nunca mentiu e que nunca roubou.

O eleitor do DF está atento. Que continue assim.





