Em discurso, ex-aliado de Agnelo ataca o governo do PT

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pitiman100O deputado Luiz Pitiman, em seu primeiro discurso no grande expediente da Câmara pelo PSDB, explicou que não poderia continuar apoiando um governo que, nos últimos dois anos e meio, foi marcado por uma série de escândalos, tanto a nível nacional, como local. “O governo do PT, no Planalto e no Buriti, tem se notabilizado por gerar manchetes negativas na imprensa”, frisou Pitiman, acrescentando que se tivesse que citar cada uma delas, ocuparia todo o seu tempo falando de “Rosemary Noronha, Valec, aloprados, mensalões, cachoeiras, Anvisa, esportes, etc”.

Lembrou que “teve até gente invadindo o Palácio do Buriti e jogando sacos de dinheiro na sala de um secretário”. Disse que sempre foi contra a aliança do PMDB com o PT, ao ponto que sua eleição proporcional não foi coligada com o PT. “Fui voto vencido até porque no DF o PMDB tem dono”.

Pitiman explicou que foi Presidente da Novacap, se elegeu Deputado Federal, se afastou por sete meses para ser o Secretário de Obras do Distrito Federal e resolveu, por total incompatibilidade com o PT, sair da Secretaria de Obras.

De acordo com Luiz Pitiman, o governo federal não precisa de 39 Ministérios e o GDF também não carece de 42 secretarias de estado. “Durante dois anos e meio teve até chefe de gabinete com status de secretário de Estado”, lamentou. Para ele, isso é um absurdo. “São Paulo, que é cinco vezes maior que o DF tem 26 secretarias”.

Depois de ter sido habilitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a escolher o seu caminho, traçar novos rumos, fazer o que manda a sua consciência, Pitiman disse que analisou os partidos e quem deverão ser os seus candidatos a Presidente da República.

“Encontrei no Senador Aécio Neves a experiência, os projetos de futuro e principalmente no PSDB a disposição de mudar a forma de governar”, disse, ressaltando, contudo, que ingressar em um novo partido não é uma decisão que se toma rápido e de forma solitária. “Conversei com todos que integram o meu grupo político, todos os históricos que valorizaram o PSDB no DF, pois não queria impor uma decisão de cima para baixo”,disse ele.

Explicou que se reuniu com todos os 32 pré-candidatos de seu grupo político e que debateram muito. “Chegamos à conclusão que o melhor caminho seria a filiação ao PSDB e, vamos juntos montar em Brasília um grande palanque para ajudar Aécio Neves a se eleger o próximo Presidente da República”, disse ele, destacando que o PSDB vai também eleger um candidato 45 a governador do Distrito Federal e vários deputados.

Para Pitiman, Brasília precisa, a exemplo do que Aécio fez em Minas Gerais, de um choque de gestão. Começando por uma redução drástica no número de secretarias e de cargos comissionados. Precisa que seja valorizada a meritocracia, dando o décimo quarto salário para professores e diretores de escolas que tenham uma avaliação excelente. “Às vezes não precisamos inventar e sim copiar o que deu certo em outras cidades”, salientou o deputado.

Luiz Pitiman lamenta que hoje, em Brasília, um dia falte energia, no outro falte água. “Falta também vergonha na cara dos governantes”, disparou.

Ele aproveitou para render uma homenagem à ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, fundadora do PSDB, ao lado de figuras como Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, entre outros. “Administradora de Ceilândia, deputada federal constituinte, deputada distrital, novamente deputada federal, vice-governadora e governadora do DF, Abadia merece o respeito de todos pelo muito que já fez pelo Distrito Federal’, entende Pitiman”.

Para Pitiman, o vento agora que está contra o PT é “favorável ao PSDB”. Esse vento, segundo ele, está a favor de Aécio Neves e “esse mesmo vento foi que me trouxe para o PSDB”. Ele finalizou dizendo que é um novo integrante do PSDB e que chega com muita disposição, muita garra, para ajudar a mudar o Distrito Federal”.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria do deputado Pitiman

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