Ex-diretor da autarquia Teodoro Lopes, o “Dóia”, admitiu em processo de delação premiada o recebimento de R$ 1 milhão por mês da empresa que presta serviços ao órgão de registros de contratos de financiamentos de veículos, a FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda., atual EIG Mercados.

…questionamentos por parte do MPE-MT – confira no link reportagem publicada pelo Radar Nacional em junho do ano passado que abordou os questionamentos do contrato pelo MPE, Tribunal de Contas do Estado e Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-MT).
No provável esquema, o repasse de propina girava em torno de R$ 1 milhão por mês. O valor era sacado em uma agência do Bando do Brasil em Cuiabá. Fonte consultada pelo Mídia News afirma que Dóia teria dito que os saques sempre eram feitos por ele na presença de um dos sócios da FDL/EIG. Na própria agência, a propina era dividida para outros emissários, entre eles, um assessor parlamentar e um do Palácio Paiaguás.
Com o dinheiro ganho da propina, Dóia teria adquirido dois apartamentos na capital mato-grossense. Os depósitos das aquisições teriam sido feitos na conta de um familiar do dono da construtora.
O Ministério Público Estadual já teria solicitado a quebra do sigilo e das movimentações da conta da empresa, além dos registros de saques na agência de Cuiabá. A empresa FDL/EIG, que hoje continua atuando no Mato Grosso e no Tocantins, já prestou serviços para os estados de Alagoas, Piauí, Maranhão e para o Distrito Federal. Em Alagoas e no Maranhão também já foram apontados indícios de irregularidades nos contratos.
Delator
O ex-diretor já teria entregado documentos ao MPE que viabilizam o contrato de delação com a Justiça. O órgão poderá, conforme a relevância das informações, aceitar o pedido e submetê-lo ao Poder Judiciário.
Dóia estaria disposto a falar incondicionalmente toda a verdade e colaborar com as investigações, ações penais e procedimentos administrativos. Também se comprometeu a indicar autoridades policiais e pessoas que possam prestar depoimento sobre os fatos e entregar todo material (documentos, fotos) em sua posse e que sirvam como provas.
Fonte: Radar Nacional





