Um ônibus da empresa Catedral, que partiu de Brasília com destino a São Paulo, foi
atingido por um incêndio durante o trajeto, na noite do último dia 23
O episódio gerou momentos de pânico entre os passageiros e resultou em perdas materiais significativas, além de relatos de falta de assistência após o ocorrido.

De acordo com informações apuradas, o incidente teve início após um problema mecânico,
possivelmente relacionado ao estouro de um pneu, que evoluiu rapidamente para um
incêndio. Os passageiros foram obrigados a deixar o veículo às pressas, sem conseguir
retirar seus pertences, que foram consumidos pelas chamas.
Após o ocorrido, os passageiros permaneceram por horas às margens da rodovia, durante a
madrugada, enfrentando frio, fome e insegurança. Entre eles, havia idosos, crianças e
pessoas em tratamento de saúde, o que agravou ainda mais a situação.

Relatos apontam que diversos passageiros perderam todos os seus bens, incluindo
documentos, valores em dinheiro e itens de valor pessoal e afetivo. Em um dos casos, um
passageiro teria perdido cerca de R$ 45 mil em espécie, que seriam utilizados para
aquisição de equipamentos em um evento na capital paulista.
Além dos prejuízos materiais, há registros de abalos emocionais e impactos relevantes na
rotina dos passageiros, incluindo perda de compromissos profissionais e tratamentos
médicos.

A advogada Dra. Jennifer Morete, que representa parte dos passageiros, informou que o
caso está sendo analisado e que medidas já estão sendo adotadas para buscar a reparação
dos danos.
“Estamos diante de uma situação grave, que envolve não apenas a perda de bens
materiais, mas também a exposição dos passageiros a risco e a ausência de assistência
adequada após o incidente. A legislação é clara ao estabelecer que empresas de transporte
respondem objetivamente pelos danos causados aos consumidores”, destacou.
Segundo a advogada, a prioridade neste momento é buscar uma solução pela via
administrativa, com o objetivo de garantir uma indenização célere às vítimas. No entanto,
ela não descarta o ingresso de ações judiciais.
“Nosso objetivo inicial é resolver a situação de forma mais rápida possível. Mas, caso não
haja uma proposta justa por parte da empresa, adotaremos todas as medidas judiciais
cabíveis para assegurar a reparação integral dos prejuízos sofridos”, afirmou.
O caso chama atenção para a responsabilidade das empresas de transporte na garantia da
segurança dos passageiros e no dever de prestar assistência adequada em situações de
emergência.
Até o momento, não há informações sobre posicionamento oficial da empresa Catedral
acerca do ocorrido.




