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    OPERAÇÃO CALVÁRIO: Suspeita de colunista reforça delação de ex-secretário contra governador da Paraíba

    Joao Azevedo (PSB), governador da Paraíba

    Uma nota publicada pelo jornalista Hélder Moura, em 2 de maio de 2019, levantando questionamentos sobre uma reunião realizada no fim de semana anterior entre o governador da Paraíba, João Azevedo, e membros do Ministério Público, reforça trechos da delação do ex-secretário Waldson de Souza, da Saúde, de que o chefe do Executivo sabia da operação a ser deflagrada e teria destruído provas para evitar seu envolvimento no caso.

    Trecho da delação premiada revela que o governador João Azevedo atuou para destruir provas e camuflar as ações de corrupção denunciadas pelo Ministério Público com organizações sociais prestadoras de serviços na área de saúde.

    A Operação Calvário investiga um esquema criminoso que teria se instalado no governo da Paraíba. São investigados indícios de desvios de dinheiro em várias áreas do Estado, como Saúde, Educação eTurismo.

    Jornalista Helder Moura

    O texto do jornalista Helder Moura assinala: “Segue como um mistério a pauta do final de semana passado, quando se encontraram numa casa em Camboinha os representantes do Judiciário, Legislativo, Executivo e Ministério Público, que formam, em princípio, a Comissão Interpodêres. O detalhe foi a reunião ter ocorrido precisamente dois dias da deflagração da Operação Calvário 4, e da demissão de secretários do governo.

    Como resultado da nova fase da Calvário, houve a prisão de uma ex-assessora do governo do Estado (Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro). E, horas antes da operação, o governador João Azevedo demitiu o secretário Waldson de Sousa (Planejamento) e o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro. Os dois, coincidentemente, flagrados em áudio numa conversa para fraudar uma licitação da Saúde.

    Estiveram presentes na reunião, conforme testemunhas, o desembargador Márcio Murilo (presidente do Tribunal de Justiça), o procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico da Nóbrega, o governador João Azevedo e o deputado Adriano Galdino (presidente da Assembleia Legislativa). Nenhum dos personagens se reportou sobre a reunião”.

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