PAU QUE DÁ EM CHICO É O MESMO QUE BATE EM FRANCISCO

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Delfim Neto, em uma das frases mais marcantes, disse que o PT era tão auto-suficiente que nem precisava de oposição. O ex-ministro pode nem ter tido a maldade, mas eternizou naquele momento uma característica própria do Partido dos Trabalhadores: a tendência ao fogo-amigo.

Em Brasília, dois dos grandes nomes da legenda sabem bem o que isso significa. Por ironia do destino, um deles foi o distrital mais bem votado da atual legislatura, o deputado Chico Leite. O outro, que é tido como um dos ícones do petismo, também tem sofrido com a operação “corte de asas” por correligionários, que é Chico Vigilante, também deputado distrital e, por acaso, líder da legenda na Casa.

Mas por que nomes fortes do partido usam a coxia teatral da política para articular o desmonte de figuras que se destacam pela personalidade e ética? Ninguém sabe ao certo. As únicas informações que se têm é de que Leite tem origem no Ministério Público e é procurador licenciado.  Vigilante sofre na pele quando vê algum aliado envolvido em maracutaia, mas nem por isso se cala. Na comunidade, isso é uma qualidade. Mas nos bastidores da política, isso é sinal de perigo.

Não tem sido difícil testemunhar os atuais nomes mais graúdos dentro do PT local desmerecendo a atuação dos dois Chicos. E não importa quem esteja por perto para ouvir. As críticas são quase públicas. E digo “pública” justamente pela falta de reserva quanto às reclamações dos dois distritais.

Delfim Neto, lá atrás, desmistificou o que pode ser, na verdade, um ranço de quem pratica o petismo. Uma constante que ocorre dentro dos gabinetes vermelhos quando se percebe que um militante pode se tornar maior que a própria legenda.

Talvez por isso a palavra companheiro seja tão constante entre os vermelhos: um conforto semântico para quem costuma definhar o irmão.  Mas uma coisa é fato: o mesmo pau que dá em Chico, também bate em Francisco. E vice-versa.

Fonte: Blog do Sombra

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