PETISTA PRESSIONA AGNELO PARA VIRAR CHEFE DA MULHER QUE SEU MARIDO ASSEDIOU

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INCONFORMADA COM A DEMISSÃO DO MARIDO POR ASSÉDIO SEXUAL, DIRIGENTE DO PT PRESSIONA PARA VIRAR CHEFE DA VÍTIMA, NO GOVERNO DO DF
Publicado: 2 de março de 2014 às 11:14 – Atualizado às 12:43

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Cida Abreu, a petista que é mulher do acusado de assédio

Mulher do ex-subsecretário de Promoção de Igualdade Racial do governo do DF Moredison Ramos Cordeiro, que foi exonerado após ser denunciado à polícia por assédio sexual, a secretária nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores, Cida Abreu, quer a forra: ela pressiona o governador Agnelo Queiroz (PT) a demitir o secretário da pasta, Viridiano Custódio de Brito, e ser nomeada em seu lugar.

Moredison Cordeiro foi denunciado À Delegacia da Mulher por assédio sexual contra uma assessora. Num texto que não omite nem mesmo os insultos, a moça descreveu as barbaridades ouvidas na sala do chefe. A assessora, que estava grávida e é casada, ainda contou à polícia que chegou a pedir para ser remanejada dentro do órgão devido ao assédio, que tinha se tornado cada vez mais frequente durante um ano em que trabalham juntos. Ela ainda ressalta às agentes de polícia que teme sofrer retaliações no retorno ao trabalho. Se a mulher de Moredison assumir o cargo titular da secretário, as

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Moredison: assédio e comentários vulgares

possibilidades de retaliação podem ser confirmar. Mãe de cinco filhos, a assessora chorava só de pensar em ter que vê-lo no trabalho. Moredison se disse “surpreso” e sugeriu ser “vítima” de uma “rasteira política”.

Ao Diário do Poder, a mulher negra, de 40 anos, corpo emoldurado, revelou-se indignada. “Nada o dá o direito de me tratar com aquela falta de respeito”, contou com os olhos lacrimejando. O tratamento desrespeitoso interferiu na família e só não estremeceu o casamento porque diz ser construído em base sólida. Mas ela foi obrigada a lidar com o interesse e as vulgaridades do chefe.

Cansada, a mulher procurou a Delegacia da Mulher e denunciou Moredison. “Não tem cunho político, a denúncia é de uma mulher que não aguentava mais ser tratada daquela forma”, conta ela. O secretário-adjunto, José Alves, reconhece que ela pediu por duas vezes para trocar de setor, mas não teria justificado o motivo. A Ouvidoria do governo prometeu que investigaria o caso, mas nunca divulgou suas conclusões.

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Fac-simile da ocorrência da vítima de assédio sexual, na Delegacia da Mulher

 

 Fonte: Cláudio Humberto/Diário do Poder

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