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    Por quê a Primeira Turma do STF não julga Rôney Nemer? Vai esperar ele terminar o mandato?

    Inexplicavelmente a primeira turma do Supremo Tribunal Federal até agora não julgou a ação penal contra o deputado federal Rôney Nemer (PP-DF), por envolvimento na Caixa de Pandora. A operação desbaratou um esquema de corrupção que resultou no afastamento e prisão do então governador José Roberto Arruda. O deputado foi condenado por receber mensalão para apoiar o governo Arruda na Câmara Legislativa, entre 2007 e 2009. O relator do caso é o ministro Luiz Fux.

    Estranhamente, no STF, alguns processos contra políticos ilustres ou amigos de influentes dirigentes partidários até agora não foram julgados. Renan Calheiros, Roney Nemer entre outros, até agora não foram julgados e continuam livres, leves e soltos.

    Se os ministros do STF fossem concursados e não indicados por presidentes da República, a história recente do Brasil seria totalmente diferente, e estaríamos livres desses políticos corruptos que insistem se manter no poder para continuar tendo vida de rei e discurso hipócrita.

    Enquanto isso, Rôney Nemer desfruta a boa vida de deputado federal, e sempre que pode dá uma esticada ao Rio de Janeiro para relaxar da tensão que sofre no DF e a preocupação diária de ter o mandato cassado.

    Dirigentes partidários ouvidos pelo Blog, acham que a estratégia de Nemer de tentar se segurar no mandato por causa do foro privilegiado está equivocada. Se ele  renunciar ao mandato, o caso volta para a Primeira Instância e ele teria muito mais tempo para se defender e se livrar da Papuda.

    Como já foi condenado pelo STJ, basta que a Primeira Turma do STF confirme a sentença para que o deputado Roney Nemer, que preside o PP no DF e é amigo pessoal do ex-assessor de Michel Temer, o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, vá direto para a Papuda.

    É bom lembrar que as investigações que culminaram na deflagração da Operação Caixa de Pandora tiveram participação decisiva da procuradora Raquel Dodge, que hoje é a Procuradora-Geral da República. Dodge conhece como poucos os detalhes da maior crise política enfrentada pelo DF. E, neste caso, Rôney não contou com a sorte;

    Afinal, já são quase 10 anos do maior escândalo da política brasiliense e até agora nenhum político denunciado está na cadeia. Em tempos de celeridade do juiz Sérgio Moro e da Lava Jato, o DF ainda patina na Caixa de Pandora, em que existem vídeos, relatos e delação. O que ainda falta para fechar a Pandora e seus envolvidos?

     

     

     

    Fonte: Donny Silva

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