Profissionais treinam atendimento de parada cardiorrespiratória em simulador

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Capacitação foi promovida no Centro de Simulação Realística do Hospital de Santa Maria
Um boneco que simula os sinais vitais e emite sons humanos foi usado, nesta segunda-feira (22), em um treinamento para aperfeiçoar o atendimento de pacientes em parada cardiorrespiratória no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O objetivo foi promover uma capacitação em um cenário mais próximo da realidade. Ao todo, cinco enfermeiros, cinco fisioterapeutas e uma terapeuta ocupacional do setor de Clínica Médica, que atende casos de média complexidade, participaram da programação. Foram oito horas de teoria e prática no Centro Simulação Realístico HRSM, um espaço moderno que conta com sala equipada para treinar os profissionais.
“A clínica médica do HRSM passou a atender pacientes egressos de UTI (unidade de terapia intensiva), portanto, a equipe precisa estar ainda mais capacitada. Além disso, como temos esse centro de simulação realística aqui, nossos colaboradores podem literalmente colocar a mão na massa para que se sintam seguros ao lidar com as intercorrências que surgirem”, disse a gerente de Enfermagem do HRSM, Kariny Bonatti,
A aula foi ministrada voluntariamente por professores do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), por intermédio partir de parceria com o Centro de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep) do Iges-DF.
A fisioterapeuta Yanka da Silva, de 24 anos, foi uma das participantes do treinamento. Segundo ela, as aulas teórica e prática permitiram uma comparação entre o cenário ideal e o que é vivido no dia a dia do hospital, de forma a deixar claro aquilo que é preciso melhorar.
“Eles trouxeram atualizações da American Heart Association 2020, que traz inovações sobre o protocolo de reanimação cardiopulmonar. Foi uma boa oportunidade de aprendermos coisas novas, já que estamos trabalhando e muitas vezes não temos a chance de nos atualizar como aqueles que estão estudando”, comentou.
Uma das lições repassadas girou em torno do protocolo de reanimação. “Durante uma compressão, nós fazíamos 30 animações para duas ventilações. Agora, aprendemos que a compressão e a ventilação ao mesmo tempo é o melhor para oxigenar o paciente durante uma parada cardiorrespiratória”, observou Yanka da Silva.
A chefe do Núcleo de Internação de Enfermagem do HRSM, Sarah Lima, ressalta que capacitações são feitas grupos pequenos. “Tudo para garantir um atendimento de excelência à população do DF”, afirmou.

Samuel Gebrim foi um dos preceptores de enfermagem da UDF a ministrar a aula. “Viemos como voluntários por acreditarmos que a nossa sociedade precisa de profissionais capacitados e preparados para atender o público em situações de risco, como uma parada cardiorespiratória”. “Identificamos como esses profissionais estão se portando diante de uma intercorrência e orientamos a forma mais eficaz para salvar aquela vida”, concluiu.

Texto: Thays Rosário
Fotos: Davidyson Damasceno

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