PSDB busca candidato contra reeleição de Agnelo Queiroz em outubro

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Aliados dos ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz querem unificar o grupo, mas há divergências internas e partidos com mais de uma pré-candidatura. No PSDB, Luiz Pitiman pode desistir de concorrer, abrindo caminho para outros correligionários

 

Helena Mader

A oposição no Distrito Federal começou 2014 pulverizada e sem a definição de um nome forte para as eleições de outubro. Integrantes de partidos como PSDB, PR, PRTB e DEM, entretanto, pretendem acelerar os entendimentos para antecipar a decisão sobre a formação de uma chapa unificada. Os debates internos nas legendas devem avançar rapidamente em fevereiro para que o grupo ligado aos ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz tenha um candidato oficial até o início de março.

Até lá, será preciso pacificar internamente cada partido, com a definição de pré-candidaturas. Algumas legendas, como o PSDB, têm um número grande de interessados em concorrer ao Palácio do Buriti, o que pode se tornar um empecilho à unificação da oposição. Líderes partidários rejeitam por enquanto a realização de prévias e defendem um entendimento para que não haja novos rachas no grupo.

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A situação mais complicada é a dos tucanos. Os deputados federais Luiz Pitiman e Izalci Lucas e o ex-secretário de Obras Márcio Machado já declararam publicamente que são pré-candidatos. A cúpula do partido, por hora, rejeita a possibilidade de prévias. O cenário, entretanto, pode desanuviar um pouco nos próximos dias: depois de articular sua candidatura com vários setores do partido, Luiz Pitiman admitiu ontem pela primeira vez a possibilidade de abrir mão da disputa. Segundo ele, a pedido da família.

 

 

 

 

Ele se encontrou com o colega Izalci Lucas no último fim de semana, em um restaurante do Lago Norte. Conversaram, pediram apoio mútuo, mas não se comprometeram a desistir da pré-candidatura. Ontem, entretanto, Pitiman disse sua disposição mudou e pode recuar. Mas negou que a decisão tenha relação com a conversa com o correligionário. “Reuni minha família no fim de semana e todos me pediram que eu não seja candidato. Eles lembraram que, depois de quatro anos de mandato, já dei uma importante contribuição a Brasília”, afirma. “Com essa decisão da minha mulher e dos meus filhos, pode ser que eu desista não só da pré-candidatura, mas também da vida política, para evitar um conflito familiar”, explicou o deputado federal. “Vou fazer uma reflexão profunda antes de tomar uma decisão definitiva”, acrescentou.

 

Fonte: Correio Braziliense

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