Os senadores Antonio Reguffe (sem partido) e Cristovam Buarque (PPS), estão sendo chamados de ‘pés frios’ nos bastidores da política do DF.

Em 2010, a dupla apoiou intensamente a candidatura de Agnelo Queiroz (PT) e o resultado foi a eleição do petista que teve um governo tão pífio que não conseguiu sequer passar do primeiro turno das eleições em 2014.

Já nas eleições de 2014, novamente a dupla Reguffe e Cristovam entrou em ação. Desta vez resolveram pedir ao eleitor brasiliense que votasse em Rodrigo Rollemberg (PSB). O resultado todos já sabem: governo sem marca, confuso, complicado e que conseguiu ser pior que o de seu antecessor, e que dificilmente passará para o segundo turno, diante do alto índice de rejeição.

Reguffe e Cristovam não acertam uma, e a população do DF tem pago caro nos últimos 8 anos por ter acreditado no pedido dos senadores, que costumam aparecer pra valer somente em ano eleitoral.
Cristovam, aos 73 anos e sem os votos da esquerda, busca agora desesperadamente se apegar ao seguimento evangélico, na frustrada tentativa de garantir votos para se reeleger senador. Com discursos pró liberação da maconha e apoio ao casamento gay, Cristovam não terá sucesso dentro das igrejas evangélicas. “Não vejo por que estar prendendo meninos jovens pegos com um pouco de maconha no bolso. Ou que foram pegos fumando maconha”, afirmou o senador em recente entrevista.
O senador Cristovam Buarque, que luta pela reeleição em 2018, fez o que todo político irresponsável faz quando tem rabo preso com o Poder: simplesmente fugiu do plenário, para não votar a favor da população que precisa da regularização de suas moradias, no caso, os moradores de condomínios no DF.
Em discurso no Senado, José Antonio Machado Reguffe justificou que não votaria pela aprovação do projeto de conversão da MP 759/2016 porque a medida só iria beneficiar os grileiros e que a nova norma colocaria em risco terras da Amazônia. A posição de Reguffe e a fuga de Cristovam Buarque (que deixou o plenário de mansinho para não votar a favor da MP), indicam que os dois estão se lixando para o grave problema que afeta milhões de brasileiros e somente no DF, mais de 1 milhão de pessoas.

A MP, publicada em dezembro do ano passado pela Presidência da República, passou a ser o tema mais debatido por mais de 1 milhão de pessoas que moram em áreas irregulares do DF e que lutam há mais de 30 anos pela segurança jurídica de suas moradias.

No entanto, o governo de Brasília trabalhou para impedir que a MP passasse incólume pelo Congresso. A aprovação do projeto de conversão da MP 759/2016 pela ampla maioria dos senadores, trata-se da redenção daqueles que adquiriram lote nos quase 500 condomínios em áreas passiveis de regularização do DF.
Definitivamente o senador Cristovam não é unanimidade na esquerda, nem junto aos moradores de condomínios, e nem principalmente junto aos crentes. Diante de tal quadro, ele já pode ir pensando em aposentadoria e seu gabinete deverá ser ocupado pelo empresário Paulo Octávio, candidato a senador que goza do respeito e admiração do seguimento evangélico e de boa parte do empresariado do DF, ou por Alberto Fraga, deputado federal campeão de votos em 2014, opositor ferrenho de Rollemberg e candidato ao Senado.
Alguém ainda acredita que Reguffe e Cristovam tenham condição para pedir ao eleitor brasiliense que vote no candidato que eles indicarem ao Governo do DF? Erraram feio nas últimas duas eleições e o eleitor não quer errar agora, porque se cansou de pagar o pato por ter sido induzido a votar errado.
Fonte: Donny Silva






Só lembrando que o msmdato dia atuais senadores, vai até 2022. Outra coisa; eu não voto por “ordem” de alguém; voto com minha própria consciência, após virar a vida do candidato do avesso. Votei em Rollemberg porque não havia outra opção melhor. Não me arrependo, pelo mesmo motivo. Agora em 2018 não precisarei votar no “menos ruim”, porque teremos um candidato à altura: o General Paulo Chagas.
Corrigindo: o mandato do senador Reguffe, vai até 2022. Os erros de digitação são por conta do corretor automático do celular. Desculpe.