Saúde promove ações de combate à Hanseníase

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Testes e informações na Rodoviária do Plano Piloto até sábado (17)

 

O Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) realizam ações até sábado (17), na Rodoviária do Plano Piloto, para lembrar o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro. Uma carreta da Fundação Novartis ficará estacionada no local para realizar diagnósticos e orientar a população sobre a doença. 

“Essa atividade tem servido não só para detectar novos casos, mas para manter presente a preocupação das pessoas com a hanseníase”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

As ações na Rodoviária do Plano Piloto estão inseridas na campanha educativa cujo slogan é “Hanseníase tem cura”, lançada pelo MS, nesta terça-feira (14). Direcionada à população e aos profissionais de saúde, a iniciativa pretende orientar sobre a identificação dos sinais e sintomas da doença visando o diagnóstico precoce.

A campanha será concentrada em todas as capitais e nas cidades com mais de 100 mil habitantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além da Baixada Fluminense, regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte e do norte de Minas Gerais. Estas áreas são consideradas, pelo MS, como prioritários para ações de combate à doença por concentrarem a maioria dos casos.

Serão divulgados materiais, como cartazes para a população, e-mail informativo aos profissionais de saúde, spot de rádio, outdoors e campanhas na internet, especialmente nas redes sociais.

O secretário Jarbas Barbosa explicou ainda que a campanha é fundamental para conscientizar à população sobre a existência da doença e sobre a disponibilidade do tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O objetivo desse dia é reafirmar nosso compromisso e manter a luta contra a Hanseníase”, declarou.

Dados do MS apontam que o Brasil identificou 33.303 novos casos de hanseníase em 2012. Os números do ano passado ainda não foram fechados, mas a estimativa do governo é que eles fiquem entre 30 mil e 33 mil novos casos. Ainda assim, a taxa de prevalência da doença caiu 65% nos últimos dez anos, passando de 4,33 para cada 10 mil habitantes em 2002 para 1,51 para cada 10 mil habitantes em 2012.

Hanseníase no DF
O programa de Controle da Hanseníase no DF está descentralizado na rede da SES/DF. Presente na grande maioria dos Centros de Saúde e em alguns hospitais, nas salas de hanseníase um total de 204 pessoas receberam diagnóstico de hanseníase em 2013. Destes, 146 são residentes no DF e outros 58 residem em outros estados.

No DF, o Núcleo de Dermatologia Sanitária – NDS/DIVEP/SVS é responsável pelas ações de controle e prevenção dessa patologia. Em 2014, no mês de fevereiro, o NDS promoverá mutirão para detecção de novos casos entre catadores de lixo na Estrutura.

A doença – A Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, que ataca os nervos e a pele, podendo ainda afetar outros órgãos como fígado, os testículos e os olhos. A doença tem tratamento e cura, mas com diagnóstico tardio e sem tratamento adequado, pode evoluir para graves deformações em áreas do corpo. Uma pessoa que apresente a forma infectante da doença e que esteja sem tratamento, poderá transmiti-la a outras pessoas com quem tenha contato direto e prolongado.

Assim que o tratamento é iniciado, a doença deixa de ser transmitida. O período de tratamento varia de seis meses a um ano e o paciente pode ficar completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Buscar o auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução do quadro e a contaminação de outras pessoas.

Alguns sintomas da hanseníase são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo, diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato, caroços e inchaços pelo corpo.

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF

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