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    Youssef quer fazer acordo de delação premiada, afirma advogado

    Doleiro foi preso em março na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
    Ele é acusado pela PF de chefiar esquema de lavagem de dinheiro.
    Camila Bomfim
    Da TV Globo, em Brasília

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    O doleiro Alberto Youssef (Foto: Reprodução/RPCTV)
    O doleiro Alberto Youssef pretende propor ao Ministério Público um acordo de delação premiada (entenda como é), segundo informou nesta terça-feira (23) um dos advogados dele, Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto.

    OPERAÇÃO LAVA JATO

    Youssef foi preso em março deste ano pela Polícia Federal, durante a Operação Lava Jato, acusado de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões, segundo a PF.
    Um eventual acordo de delação premiada com Youssef dependerá de o Ministério Público dizer se aceita e em que termos. Pela delação premiada, o réu conta o que sabe e, desde que comprovadas as informações, pode obter beneficios, como redução da pena e responder ao processo em liberdade.
    Outro dos presos na operação Lava Jato Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, fez um acordo de delação premiada. No fim de agosto, ele começou a prestar depoimentos diários (que se encerrraram há uma semana), com base em um acordo de delação premiada, a policiais federais e procuradores da República. Nesses depoimentos, já teria delatado senadores, deputados, governadores e um ministro, supostos beneficiários de recebimento de propina de um esquema de corrupção na empresa. Costa teria intermediado contratos da estatal com empresas de fachada de Youssef.
    O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, outro dos defensores de Youssef, disse que decidiu deixar o caso depois de ter sido informado por intermediários do doleiro de que o cliente estava decidido a fazer acordo de delação premiada. O advogado não concorda com a estratégia.
    Kakay ingressou na semana passada com um pedido de habeas corpus em favor de Youssef no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo do advogado era anular todas as provas da Operação Lava Jato, que ele considera ilegais. Além disso, considera “parcial” o juiz do caso, Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná.

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