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    Brasília está entre os 10 piores sistemas de transporte público do mundo, diz estudo

    Morador da capital espera, em média, 28 minutos para embarcar. Governo diz que levantamento é impreciso e ignora critérios importantes.


    Por G1 DF e TV Globo

    Parada de ônibus no Distrito Federal (Foto: TV Globo/Reprodução)

    Para montar a classificação, o instituto levou em consideração os seguintes critérios:

    • Tempo de viagem
    • Espera para pegar a condução
    • Distância total
    • Custo mensal do transporte relacionado ao salário médio da população

    Os piores sistemas de transporte público

    Posição País Cidade Nota
    65º Reino Unido Londres 68.18
    66º Estados Unidos Miami 72.87
    67º Colômbia Cáli 75.96
    68º Brasil Brasília 77.52
    69º Canadá Toronto 78.56
    70º Brasil Salvador 78.71
    71º Turquia Istambul 81.78
    72º Brasil São Paulo 83.71
    73º Colômbia Bogotá 84.12
    74º Brasil Rio de Janeiro 86.26

    Segundo a pesquisa, Brasília apresenta o segundo pior tempo médio de espera por ônibus ou metrô no mundo: 28 minutos. Apenas Salvador (33 minutos) tem situação pior.

    Na questão do deslocamento médio diário por meio de transporte público, Brasília (1 hora e 36 minutos) fica à frente apenas de Bogotá, na Colômbia (1 hora e 37 minutos).

    Já o valor gasto em passagens consome, em média, 5,77% da renda mensal de quem usa o transporte público – entre as cidades brasileiras, só não é pior do que Curitiba e Rio de Janeiro.

    Pesquisa coloca transporte público do DF entre os piores do mundo

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    ‘Sem precisão’

    A Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal alegou que o aplicativo utilizado como base da pesquisa “não tem precisão nem eficácia” na capital e disse que o estudo não leva em conta outros critérios importantes.

    “Nós temos linhas com 100 km. As pessoas ficam mais tempo dentro do transporte, claro, porque nós temos grandes distâncias a serem vencidas”, afirmou o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno.

    O secretário apontou que o estudo não considera critérios como integração, bilhete único, corredor exclusivo, qualidade dos terminais, treinamento dos motoristas e idade média da frota, por exemplo.

    “Estão comparando cidades que transportam de 50 mil a 100 mil pessoas por dia com cidades que transportam de 1 milhão a 2 milhões por dia”, disse.

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