A CAMINHO DA INTERVENÇÃO

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As condições favoráveis à intervenção federal no Distrito Federal se agravam, a partir da constatação de que a cassação do governador preso José Roberto Arruda, pelo Tribunal Regional Eleitoral, não vai gerar efeitos práticos para o seu afastamento imediato do cargo. Como Arruda recusa-se a renunciar, permanece no cargo o governador interino, deputado distrital Wilson Lima (PR), que teoricamente deve deixar o cargo a 3 de abril, desincompatibilizando-se para disputar as eleições de 3 de outubro. Se Wilson Lima (governador escolhido a dedo por Arruda) decidir mesmo deixar o cargo em 3 de abril, a Lei Orgânica do DF define que o substituto será o presidente em exercício da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT). Este, além de não querer assumir o governo, é citado de forma nominal no documento da Procuradoria Geral da República, de fevereiro passado, em que a PGR pede ao Supremo Tribunal Federal a intervenção no DF. Cabo Patrício é suspeito de ter protelado, no mês de janeiro, providências relativas ao impeachment de Arruda. Para completar todo o quadro, 28 dos deputados distritais e suplentes foram colocados como suspeitos de recebimento do Mensalão do DEM pela Procuradoria Geral do DF, em ação junto ao Tribunal de Justiça do DF. Assim, a Câmara Legislativa, na sua maioria, estaria inviabilizada para tratar de assuntos relacionados com a crise política local. A Procuradoria Geral da República pediu ao Superior Tribunal de Justiça novo prazo, que vai até a segunda quinzena de abril, para concluir o inquérito da Operação Caixa de Pandora, quando surgirão novidades relativas às apurações feitas pela Polícia Federal em Brasília. E o Supremo Tribunal Federal já tem em mãos os pareceres necessários para colocar em pauta o pedido de intervenção. Esses pareceres foram enviados pela Procuradoria Geral da República, pela Procuradoria da Câmara Legislativa e pela Procuradoria do Governo do DF. A previsão é que, até meados de abril, esse assunto possa ser apreciado pelo STF, a partir de parecer do ministro Gilmar Mendes. Não digam que defendo a intervenção. Na verdade, a cidade não se uniu para defender as instituições locais, que ficam a cada momento mais frágeis – isto é, mais podres. Fonte; blog do riella

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