Relatórios da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado mostram pagamentos para escritórios de advocacia e consultorias de políticos
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro mantinha políticos e ministros do STF sob suas asas, e talvez por isso mesmo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deseja encerrar a CPI do Crime Organizado na próxima semana. Ele já avisou que não vai prorrogar a CPI, num claro gesto de “blindagem” da bandidagem que não aceita ser investigada nem denunciada.
Entretanto, houve um grande avanço nesta semana: a CPI do Crime Organizado descobriu que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, fez repasses milionários a escritórios e empresas ligadas ao ex-presidente Michel Temer (MDB), ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, à família do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ao ex-prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (União Brasil), bem como aos ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.
Os dados constam nos relatórios da Receita Federal, enviados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O escritório de advocacia de Temer, por exemplo, recebeu do Master R$ 10 milhões em 2025. Já escritórios de Rueda receberam R$ 6,4 milhões em 2023. A empresa de consultoria de ACM Neto recebeu um total de R$ 5,4 milhões, de acordo com os documentos do Master, entre 2023 e 2025. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça do governo Lula Ricardo Lewandowski também está na lista. O seu escritório recebeu R$ 5,93 milhões entre 2023 e 2025.
Duas empresas do grupo da família Massa, do apresentador Ratinho, pai o govenador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), receberam R$ 24 milhões de 2022 a 2025. Do total, R$ 21 milhões foram para a Massa Intermediação, de Ratinho, entre 2022 e 2025. O apresentador de TV era garoto-propaganda do cartão consignado do banco, o CredCesta. A Gralha Azul Empreendimentos e Participações, que é do grupo familiar, recebeu R$ 3 milhões em 2022. Isso explica porque recentemente Ratinho Jr desistiu de concorrer à Presidência da República pelo PSD.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que esteve nos governos Lula e Dilma, recebeu R$ 14 milhões por uma empresa de consultoria. Os repasses foram feitos entre 2024 e 2025. Henrique Meirelles, que foi ministro da Fazenda de Temer e presidente do Banco Central no governo Lula, recebeu R$ 8,6 milhões em 2025.
A empresa do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, recebeu R$ 3,8 milhões do Master em 2025 (isso explica porque recentemente o SBT abraçou o desgoverno Lula e enalteceu autoridades envolvidas no escândalo Master, como Alexandre de Moraes e sua mulher) na inauguração do SBT News.
O Brasil virou refém de notórios corruptos e as provas são visíveis e vergonhosas, porque revelam ação criminosa entre amigos.
O povo brasileiro está cansado de ver políticos e magistrados fazerem o que querem sem que a verdadeira justiça os alcance e os puna por enriquecimento ilícito, tráfico de influência e corrupção.
Saudades da Lava Jato.
*Com informações do Metrópoles





