Deputado é investigado por desvio de R$ 105 mil para custear viagem pessoal

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Parlamentar afirma que a denúncia tem conotação política. A Polícia Civil apura o caso

 

Saulo Araújo

Kelly Almeida

 

 

Wellington diz que verba foi devolvida após suspeitas de irregularidade  (Breno Fortes/CB/D.A Press - 15/10/13)
Wellington diz que verba foi devolvida após suspeitas de irregularidade

 

 

O deputado Wellington Luiz (PMDB) é alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, corporação à qual pertence. O parlamentar é suspeito de desviar dinheiro de uma emenda empenhada por ele mesmo em maio de 2012. Segundo a denúncia que virou inquérito, o distrital teria usado R$ 105 mil para bancar despesas de uma viagem à Europa, que ele, a esposa e mais oito pessoas fizeram há três anos. A verba deveria ser aplicada em um projeto de capacitação para atletas amadores no Varjão, mas o evento não foi realizado.

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Em agosto de 2011, Wellington tentou aprovar a emenda para custear a viagem de pelo menos 20 alunos da Escolinha de Futebol Morales, no Guará 1. Os garotos disputaram um torneio de futebol em Amsterdã, na Holanda. No entanto, não houve tempo hábil para a tramitação do processo e o dinheiro não foi liberado. Mesmo assim, o time viajou por conta própria. O parlamentar, a mulher, funcionários do gabinete e lideranças do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) acompanharam os meninos no mesmo voo. O inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) aponta que o grupo deixou os jogadores na Holanda e seguiu para Paris, na França, onde ficou por sete dias. Alguns meses após voltar da excursão, Wellington Luiz elaborou a emenda no valor de R$ 105 mil, dinheiro que supostamente foi usado para bancar as regalias do passeio.

Segundo a descrição de empenho da emenda, à qual o Correio teve acesso, o recurso público custearia o curso de treinamento no Varjão (leia fac-símile). O projeto deveria ser executado pela escolinha de futebol do Guará, mas, segundo a investigação da Decap, o evento não saiu do papel. Apesar disso, o dinheiro foi depositado em nome do dono da instituição, Carlos Alberto Morales. Ele também viajou para a Europa. Morreu meses depois, vítima de uma pneumonia.

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Fonte: Correio Braziliense

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