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    Detran registra menos mortes e mais flagrantes de embriaguez no DF em 2015

    Se, por um lado, o número de pessoas que perderam a vida nas vias do DF foi o menor em 15 anos, por outro, a quantidade de motoristas dirigindo alcoolizados registrou recorde. Os homens representam a grande maioria entre os infratores

    Monique Renne/CB/D.A Press - 10/2/13

    No ano em que o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) registrou o menor número de mortes no trânsito nos últimos 15 anos, outro recorde também foi quebrado: o de maior número de autuações por embriaguez ao volante. No total, 13.881 motoristas habilitados acabaram flagrados bêbados pelas ruas da cidade — quantidade histórica na capital federal. E a amostragem por sexo revela ainda que os homens são os maiores infratores. Eles somaram 8.589 motoristas dos pegos alcoolizados, contra 1.285 mulheres autuadas bêbadas — seis homens flagrados para cada mulher. Para especialistas, independentemente de existir mais homens no trânsito — 61% dos habilitados —, a discrepância das infrações traz à tona a tradicional imprudência masculina, que coloca os homens no topo das mortes violentas.

    O estudante de arquitetura Raphael Cordeiro, 22 anos, voltava de uma festa quando foi parado em uma blitz na entrada do Guará. Ele mora na cidade, e o flagrante foi na semana passada. O jovem ainda tentou furar o bloqueio policial, mas foi detido pelos agentes. “Não tinha bebido muito, nem bêbado eu estava. Quando vi a blitz, eu me apavorei e tentei fugir. Nunca devia ter feito isso, eu me arrependo”, afirmou. O carro em que Raphael estava foi rebocado para o depósito do Detran e retirado no outro dia por um tio. Na carteira de habilitação, sete pontos adicionados. E, na conta bancária, menos R$ 1.915,40, referentes à multa por dirigir depois de ingerir bebida alcoólica.

    Raphael concorda que a bebida está muito mais frequente na rotina dos homens do que na das mulheres. “Eu bebo mais que minhas amigas e familiares. Mulher bebe muito daqueles drinques adocicados, que, às vezes, têm teor alcoólico bem menor”, acredita. Fiscalizar, segundo ele, é uma ferramenta eficaz na prevenção. “Aprendi muito com o meu erro. Hoje, penso duas vezes antes de beber e dirigir. Ter essa consciência é importante, ter fiscalização é importante também, ainda mais em época de festas de fim de ano”, ponderou. O arquiteto está dentro do universo dos 8.589 homens autuados por embriaguez em 2015 — até a semana passada. Eles correspondem a 62,51% dos infratores do DF.

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