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    HomeDistrito FederalDistrito Federal: A voz da cidade vai ser ouvida

    Distrito Federal: A voz da cidade vai ser ouvida

    Brasilienses irão às urnas amanhã para escolher, entre 1.188 candidatos, quem os representará nos próximos anos

    O Palácio do Buriti é a sede do Poder Executivo do Distrito Federal, cujo comando é disputado por seis candidatos nestas eleições

    A corrida pelo Palácio do Buriti segue acirrada, indicando que haverá segundo turno, e há perspectiva de grande renovação entre os deputados.

    Depois de três meses de campanha, com caminhadas, carreatas, debates e atividades de corpo a corpo, chega a hora da decisão. Nos últimos 90 dias, os brasilienses tiveram a oportunidade de analisar o currículo e as propostas de 1.188 candidatos que disputam mandatos de presidente, governador, senador, deputado federal ou distrital. …

    A apuração das urnas, amanhã à noite, depois do encerramento da votação, promete ser uma das mais concorridas das últimas décadas, com uma disputa voto a voto na corrida para chegar ao segundo turno na corrida pelo Palácio do Buriti.

    Mais uma vez, a competição eleitoral em Brasília foi marcada por brigas judiciais, substituição de candidatos majoritários, denúncias e acusações entre rivais. Após as reviravoltas e surpresas da campanha, amanhã, por volta das 22h, os brasilienses conhecerão os nomes dos seus novos representantes — ao menos de senadores e deputados distritais e federais. As pesquisas indicam que, para conhecer os futuros presidente e governador, será preciso esperar até 26 de outubro, quando haverá o segundo turno.

    No Distrito Federal, a atenção se concentra em torno da corrida pelo Palácio do Buriti. Assim como ocorreu em 2010, a Lei da Ficha Limpa causou baixas na campanha. Até então favorito na campanha pelo governo, José Roberto Arruda (PR) renunciou à pretensão no mês passado, depois de ter a candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral — decisão mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O registro foi negado depois que o Tribunal de Justiça do DF condenou Arruda por improbidade administrativa por envolvimento na Operação Caixa de Pandora.

    José Roberto Arruda foi substituído por seu vice, Jofran Frejat (PR). O médico, que tem como companheira de chapa Flávia Arruda, mulher do ex-governador, vai disputar a chefia do Poder Executivo local com outros cinco candidatos.

    O governador Agnelo Queiroz (PT) concorre à reeleição, ao lado do atual vice, Tadeu Filippelli (PMDB). Líder das pesquisas de intenções de votos, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) cresceu nas sondagens depois da saída de Arruda. Rollemberg tem o apoio de partidos como o Solidariedade e o PSD, que indicou o candidato a vice, Renato Santana. De acordo com as últimas pesquisas, Agnelo e Jofran devem brigar para ir ao segundo turno com o senador do PSB, atual favorito na corrida eleitoral.

    Também tenta se eleger governador o deputado federal tucano Luiz Pitiman, que tem o apoio do PPS. Para conseguir ser nomeado o candidato do PSDB ao GDF, o parlamentar teve de enfrentar uma briga interna, que incluiu outros dois pré-candidatos do partido. Depois de uma intervenção do Diretório Nacional, Pitiman se sagrou o nome do PSDB.

    Antônio Carlos de Andrade, o Toninho, é mais um nome na briga pelo governo. Na última eleição, o candidato do PSol teve quase 200 mil votos. Segundo as pesquisas mais recentes, deve encerrar o pleito com cerca de 3% dos votos desta vez. A sexta candidata é Perci Marrara, do PCO, que não pontuou nos levantamentos eleitorais.

    Nova safra de parlamentares
    Na disputa pelo Senado federal, as pesquisas de intenção de voto indicam perspectivas mais tranquilas para o candidato favorito, o atual deputado federal José Antônio Reguffe (PDT). Ele liderou com folga em todos os levantamentos realizados ao longo da campanha.

    O pedetista disputa o cargo com o deputado federal Geraldo Magela (PT), da coligação de Agnelo Queiroz, e com o senador Gim Argello (PTB), companheiro de chapa de Jofran Frejat. Também disputam o cargo Sandra Quezado, do PSDB, e Aldemário Araújo, do PSol.

    A corrida pelo Senado foi a mais judicializada das disputas no Distrito Federal. Na reta final da campanha, José Antônio Reguffe se tornou o alvo preferencial dos rivais. Os advogados da coligação do PSB, da qual o pedetista faz parte, entraram com mais de 15 representações no TRE. Reguffe ganhou ao menos 23 minutos de direito de resposta por conta dos ataques de que foi alvo. Este ano, somente uma das três vagas de senador será renovada, o que acirrou as rivalidades.

    Na Câmara dos Deputados, a expectativa é de que haja uma renovação de pelo menos 50%. Dos oito integrantes da bancada do Distrito Federal, somente metade se candidatou à reeleição: Érika Kokay (PT), Izalci (PSDB), Ronaldo Fonseca (Pros) e Policarpo (PT) — o petista era suplente e assumiu o mandato definitivamente depois da nomeação de Paulo Tadeu para o Tribunal de Contas do DF.

    Entre os outros deputados federais da atual legislatura, que não vão brigar pela reeleição, estão Luiz Pitiman (PSDB), que concorre ao governo; Geraldo Magela, que preferiu a disputa ao Senado; e Jaqueline Roriz (PMN), que renunciou à disputa depois de ter a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. A briga por uma das oito vagas na Câmara vai ser intensa. Os dois parlamentares mais bem votados em 2010, Reguffe e Paulo Tadeu, estão fora da competição para a Câmara dos Deputados neste ano. Juntos, eles tiveram mais de 30% dos votos.

    Distritais
    Na Câmara Legislativa, também é grande a expectativa por renovação dos quadros. Dos 24 deputados distritais, 16 são candidatos à reeleição e brigam para continuar na Casa por mais quatro anos. Entre os atuais integrantes da Câmara, quatro tentam um mandato de deputado federal — Alírio Neto (PEN), Eliana Pedrosa (PPS), Patrício (PT) e Rôney Nemer (PMDB). Arlete Sampaio (PT), Benedito Domingos (PP), Evandro Garla (PRB) e Olair Francisco (PTdoB) não vão concorrer a nenhum cargo neste ano. Em 2010, a taxa de renovação nas eleições para a Câmara Legislativa chegou a 59%. Agora, o percentual pode ficar ainda mais alto.
    Fonte: Correio Braziliense. Por HELENA MADER. Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press

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    Deve ler

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