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    Distrito Federal destaca-se como uma das principais unidades da Federação que mais comercializa resíduos sólidos reciclados

     

    Dados, inéditos, são do Anuário da Reciclagem 2021, elaborado pelo Instituto Pragma e pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT). Levantamento foi feito durante todo ano de 2020 e compilado em 2021

     

    De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Pragma e pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), o Distrito Federal é uma das unidades federativas brasileiras que mais comercializa resíduos sólidos reciclados. Este dado faz parte do Anuário da Reciclagem 2021, divulgado no último dia 15 de dezembro, e que apresenta um extenso relatório com informações sobre a cadeia da reciclagem no Brasil. O material contido no documento é fruto da terceira edição de uma pesquisa realizada anualmente e traz dados levantados durante todo ano de 2020, compilados em 2021.

     

    Ao todo, as 20 cooperativas e associações do Distrito Federal que responderam à pesquisa conseguiram recuperar e destinar para reciclagem mais de 15 mil toneladas de resíduos, o que resultou em um faturamento anual de R$ 9.845.771,56 milhões. Isso corresponde a R$ 492 mil anual por organização, em média. Os materiais mais comercializados, após a reciclagem, são o papel, plástico, alumínio, outros metais e o vidro, respectivamente.

     

    “A capital do país é a prova de que a existência de políticas públicas voltadas às organizações de catadores, com estrutura adequada para o trabalho de coleta e triagem de resíduos, assim como a contratação destas organizações pelo poder público, é determinante para uma coleta mais eficiente e inclusiva, o que gera grandes benefícios para toda a sociedade”, explica Dione Manetti, presidente do Instituto Pragma.

     

    Exemplo para o Brasil

     

    O Distrito Federal é uma das unidades federativas que mais prezam por políticas públicas relacionadas ao meio ambiente. No último dia 1º, o governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou a lei Política Pública Brasília Lixo Zero, que reúne uma série de ações para minimizar o despejo do lixo reciclável no meio ambiente. Entre elas, está a medida que visa ampliar o sistema de coleta seletiva e a utilização de insumos reciclados para a construção civil.

     

    “O Distrito Federal contrata os serviços de coleta e paga pela triagem dos materiais às cooperativas de catadores. Vejam os resultados que temos. Para isso serve o Anuário, para que outros governos vejam os dados concretos, que provam que a nossa reivindicação pela contratação dos serviços dos catadores é uma solução eficiente para a gestão de resíduos, além de beneficiar toda a sociedade”, afirma Roberto Laureano Rocha, presidente da ANCAT.

     

    Centro-Oeste possui maior média de faturamento em 2020

     

    Na região Centro-Oeste, onde o DF está inserido, 60 cooperativas responderam à pesquisa. Juntas, elas recuperaram e destinaram para reciclagem 39,2 mil toneladas de resíduos, o que equivale a 12% do montante nacional, faturando, com esta operação, mais de R$ 20 milhões. Outro dado de grande importância é que o Centro-Oeste teve a maior média de faturamento em 2020, aproximando-se de R$ 495 mil por organização, o que garante uma renda média mensal de R$ 1.091,00 por catador.

     

    Mais mulheres do que homens na reciclagem

     

    No DF, a pesquisa identificou 864 catadoras e catadores, com uma média de 29 profissionais por organização. O número contribui para a maior média de catadores e catadoras por organização (50), que é registrada pela região Centro-Oeste. No contexto da reciclagem, há uma participação majoritariamente feminina em quatro das cinco regiões do país. O Centro-Oeste tem um total de 825 mulheres e 712 homens.

     

    Sobre o Anuário da Reciclagem

     

    O anuário foi criado para ser um documento destinado a analisar, consolidar e universalizar informações sobre a cadeia de reciclagem no Brasil e, especialmente, demonstrar a importância do trabalho das catadoras e catadores de materiais recicláveis na viabilização deste segmento econômico.

     

    Esta é a terceira edição da publicação, que possui um banco de dados com 1.850 organizações de catadores. Destas, 651 responderam às questões abordadas pela pesquisa durante o ano de 2020. Portanto, o trabalho segue com uma amostragem que varia de 15 a 35%, o que, do ponto de vista do rigor científico, traz segurança para afirmar que o Anuário da Reciclagem 2021 apresenta um retrato muito fiel da realidade dos catadores no Brasil.

     

    O documento apresenta dados importantes como o quantitativo de organizações de catadores no país, o volume e os tipos de materiais recicláveis recuperados, a renda média de seus associados, o faturamento anual das organizações, entre outros, que estão divididos e detalhados por regiões, estados e cidades.

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