Conhecido como “Herói E” nas planilhas de pagamento da Conafer, Euclydes receberia valores mensais fixos por meio das empresas controladas por Cícero Marcelino, que, segundo a Polícia Federal (PF), seria um dos operadores financeiros. “O deputado federal era, no relato da PF, ‘a pessoa melhor paga na lista de propina’”, disse Mendonça.
As suspeitas da PF foram provocadas por repasses coincidentes com a liberação dos lotes de pagamentos do INSS à Conafer por meio dos convênios. “Referido parlamentar teria recebido ao menos R$ 14,7 milhões, mediante transferências fracionadas (‘smurfing’) para empresas como a Fortuna Loterias e Construtora V L H Ltda.”, relatou o ministro.
De acordo com a PF, Euclydes seria uma “figura essencial”, já que era o responsável por intermediar o contato entre o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e os responsáveis por indicar os nomes para a presidência do INSS. Além disso, o deputado federal seria encarregado por “assegurar proteção política à entidade associativa”.
Em nota à imprensa divulgada na manhã desta quinta, Euclydes afirmou que apoia “integralmente” o trabalho das autoridades e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. “Acredito na justiça, na verdade e na importância das investigações sérias, conduzidas dentro da legalidade e com total transparência”, respondeu.