FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA É MAIS UM ROUBO

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RENATO RIELLA

Há alguns anos, áreas não muito bem identificadas defendem o financiamento público de campanha. Pessoas situadas dentro do mundo político querem proibir cidadãos e empresas de doarem dinheiro para a campanha de qualquer político.

O próprio candidato, se tiver recurso, não poderá gastar na sua campanha. Afirma-se que, em igualdade de condições, haveria maior chance de se eleger aqueles que têm ficha mais limpa, melhores ideias e melhores ideais.

O assunto surge dessa forma, com palavreado bonito, tentando nos enganar.  Mas, como diz aquele slogan das passeatas: “Avise à Rede Globo, o povo não é bobo”.

Todos os que defendem o financiamento público de campanha não contam com a rejeição popular a essa proposta. Quando o cidadão perceber que os seus impostos pagos vão financiar a campanha de Tiririca, do Maluf e de outras aberrações da política, haverá mais uma revolução de rua.

Por outro lado, gente como o usineiro alagoano João Lira (o deputado federal mais rico), vai receber a Bolsa-Político, mas por fora continuará levantando dinheiro ilícito para se eleger, pois ele precisa do mandato para se manter no poder financeiro. E nada adiantará denunciar, pois a Justiça Eleitoral não tem como fiscalizar nenhum absurdo.

E mais: é impossível confiar nos partidos. Indivíduos inescrupulosos e sem voto, instalados na administração da maioria dos partidos, já fazem uso desonesto do Fundo Partidário. Imaginem quando houver dinheiro do Estado para pagar campanha!

O financiamento público de campanha eleitoral pode funcionar no mundo todo, menos no Brasil, que não é mesmo um país sério.

Recuso-me a pagar a campanha do Maluf e do João Lira (só falta o Genoíno, que talvez esteja ainda solto em 2014 e pode querer disputar eleição com a minha contribuição compulsória).

Proponho ampla desobediência civil se passar o financiamento público de campanha.

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