Gilvan Máximo mantém cargo de deputado federal e Rollemberg segue distante da Câmara

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), estabelecida nesta quarta-feira (28), de alterar os critérios para distribuir as vagas das chamadas “sobras eleitorais” somente a partir das eleições deste ano não vai alterar a atual composição parlamentar na Câmara dos Deputados.

No caso do Distrito Federal, Gilvan Máximo (Republicanos-DF) seguirá no cargo, e o ex-governador distrital Rodrigo Rollemberg (PSB), que poderia assumir a vaga, segue sem mandato.

É o fim do sonho do socialista – que ama o capitalismo – Rollemberg de voltar à Câmara dos Deputados. Aliás, Rollemberg é um verdadeiro bon vivant na política.

TREM DA ALEGRIA

Rodrigo Rollemberg começou a vida pública no Senado. Os atos 87 e 88 de dezembro de 1984, assinados pelo então presidente do Congresso Nacional, senador Moacyr Dalla, previa a efetivação de 1.556 funcionários contratados pelo Senado Federal até 1984 e que atuavam na gráfica da Casa. Entre os beneficiados pela medida, está o próprio filho do parlamentar, Ricardo de Augusto de Rezende Dalla, além de outros parentes de políticos e nomes como o de Rodrigo Rollemebrg (PSB).  À época, o caso se tornou um escândalo e ficou conhecido como “Trem Dalla”.

Rollemberg foi efetivado no Senado e ficou de boa por lá um bom tempo, até se candidatar e perder as eleições em 1990 e 1994 e vencer em 1998 para deputado distrital. Estava no partido certo e no momento certo.

Em 2002 se lançou candidato ao Governo do Distrito Federal e amargou o terceiro lugar. em 2006 se elege deputado federal e em 2010, se uniu a Cristovam Buarque e de carona foi eleito senador junto com o professor.

COMOÇÃO

Graças à comoção popular pela morte do presidencial Eduardo Campos (PSB) em 2014, Rollemberg viu sua candidatura ao GDF disparar e foi para o segundo com o petista Agnelo Queiroz. Foi eleito governador e teve um mandato pífio.

Nas eleições de 2018, Rollemberg tentou a reeleição mas perdeu para o novato Ibaneis Rocha (MDB) que debutava na política. Já em 2022, Rollemberg tentou se eleger deputado federal e perdeu.

Agora, com a decisão que favorece Gilvan Máximo, o socialista que nunca explicou direito aquela história da operação que atingiu em cheio o BRB (Operação Circus Maximus) no fim de seu governo fica mais distante de voltar ao poder.

OPERAÇÃO CIRCUS MAXIMUS

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça, em fevereiro de 2019, acusação contra 17 alvos da Operação Circus Maximus. Deflagrada no final de janeiro de 2019, a ação apurou  irregularidades praticadas no Banco Regional de Brasília (BRB) envolvendo fundos de investimentos, com a atuação de agentes públicos, empresários e agentes financeiros autônomos. O então presidente do BRB, Vasco Gonçalves e Ricardo Leal foram presos e conduzidos à Papuda por onde ficaram por uns dias.

Os denunciados respondem por crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, gestão temerária, entre outros. Segundo as investigações, os prejuízos foram de, aproximadamente, R$ 348 milhões ao BRB, participantes de fundos de pensão e Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), poupadores e ao sistema financeiro nacional.

Os procuradores que integravam a força-tarefa Greenfield pediram, no documento, além da condenação dos envolvidos, o confisco de valores, bem como uma indenização correspondente ao triplo das quantias desviadas por cada um, a fim de cobrir os danos materiais, morais e sociais causados.

De acordo com a ação, as práticas criminosas começaram em 2014, e a organização se manteve em atividade até durante a deflagração da operação. “Nesse contexto, as apurações que resultaram na presente denúncia se concentraram nas dissimulações mediante o pagamento de propinas que justificaram os investimentos em, pelo menos, dois empreendimentos: o FIP LSH (relacionando ao antigo Trump Hotel, na Barra da Tijuca) e o FII SIA (relacionado ao empreendimento Praça Capital, desenvolvido pela Odebrecht Realizações e pela Brasal Incorporações)”, informa o MPF.

Ricardo e Rollemberg

Principal aliado de Rollemberg e que mandava muito no BRB na gestão do governo do PSB,  o empresário Ricardo Leal conseguiu posteriormente na Justiça, o trancamento de ação penal. E a história ficou por isso mesmo.

Apelidado de Chuck, Criança ou Kid, pela precocidade com que iniciou suas peripécias financeiras, Ricardo Leal foi arrecadador das campanhas de Rodrigo Rollemberg  ao Senado (2010) e para o Governo do Distrito Federal em 2002 e 2014. Em 2015, Leal assumiu o comando do Conselho de Administração do BRB, indicando vários nomes de sua confiança para o corpo diretivo do banco.

Rollemberg, que notoriamente não é muito apegado ao trabalho duro, continuará vivendo a vida de sempre curtindo a fazenda do irmão e, claro,  tomando uma cachacinha.

DE OLHO EM 2026

Enquanto isso, o deputado federal Gilvan Máximo corrige erros para tentar ampliar seu raio de ação política de olho na reeleição em 2026. “Agora é potência máxima!”, disse o parlamentar.

 

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