STJ determinou afastamento das funções do chefe de gabinete, do secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia e de mais dois funcionários. Operação investiga supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em nota, o governo do estado disse que está contribuindo com as investigações
A Polícia Federal continua atrás de investigar a corrupção nos estados. Desta vez foi o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), um dos alvos da Operação Ptolomeu, deflagrada nesta quinta-feira (16/12) pela PF com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A ação investiga uma organização criminosa que atuava no governo do estado. O bando é suspeito de desviar recursos públicos e ocultar bens e valores.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) , que autorizou a operação, determinou o afastamento de suas funções públicas dos ocupantes dos seguintes cargos:
- Secretário de Estado da Indústria, Ciência e Tecnologia;
- Chefe de gabinete do governador;
- Assessor do escritório do governo do Acre em Brasília;
- Chefe de segurança do governador.
Segundo a investigação da PF do Acre, o grupo, formado por empresários e por agentes públicos ligados à gestão estadual, aparelhou a estrutura do governo para cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, desviando recursos públicos e ocultando a destinação dos valores.
Ao todo, 150 policiais e 10 auditores da CGU cumprem 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em quatro estados. A operação foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira nas cidades de Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Manaus (AM) e Brasília (DF).
Em 2020,Gladson Cameli, anunciou abrir mão do próprio salário por próximos três meses para comprar cestas básicas para as famílias carentes do estado. A medida era para ajudar as pessoas atingidas financeiramente pela pandemia de Covid-19.
Dar com uma mão e tirar com outra não dá, não é mesmo?!





