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    Instrutor escancara a deficiência na preparação de motociclistas

    Segundo ele, não é possível ensinar nem o básico para os candidatos. O problema se agrava com a falta de campanhas educativas, embora haja dinheiro para isso

    Adriana Bernardes

     

     

    Candidato a uma habilitação faz zigue-zague entre os cones colocados no circuito de treinamento: alunos nem sequer passam a segunda marcha (Carlos Moura/CB/D.A Press)
    Candidato a uma habilitação faz zigue-zague entre os cones colocados no circuito de treinamento: alunos nem sequer passam a segunda marcha

     

     

    A conversa com o instrutor de autoescola, no circuito de treinamento de motos, revela a precariedade na formação dos motociclistas.

    — O que vocês ensinam aqui para os candidatos a uma habilitação?, pergunto.
    — Aqui? Nada!, responde o instrutor, com a condição de ter o nome preservado.
    — Como assim, nada?, insisto.
    — Nada. O circuito tem 500 metros e sentido único. Portanto, não ensinamos a dar seta porque isso seria errado. Eles não viram para a direita ou para a esquerda. Também não ensinamos a mudar a marcha porque não há espaço para isso. O aluno engata a primeira, faz o zigue-zague nos cones, a parada obrigatória, passa por aquela pequena caixa de brita e por aquela rampa (que é muito semelhante à faixa de pedestre elevada) e pronto. Não temos o que fazer.
    — Os candidatos aprovados saem daqui prontos para enfrentar o trânsito?
    — Não, não saem.

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    É assim que os usuários de moto do Distrito Federal são capacitados pelos centros de formação de condutores e recebem, do Estado, a autorização para conduzir um veículo de duas rodas que, por suas características, é mais arriscado para o usuário do que os demais. Entre 2002 e outubro deste ano — pouco mais de uma década — , mil pessoas por mês, em média, receberam a CNH na categoria A. Vão para as ruas dividir o espaço urbano e o caos no trânsito com outros condutores e com os pedestres.

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    Fonte:Correio Braziliense

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